Mostrando postagens com marcador mudança. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador mudança. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

E aí, valeu à pena pagar excesso de bagagem pra trazer toda a bugiganga de vocês?

Nas últimas semanas vi uns dois ou três posts em blogs de pessoas que ainda não vieram se perguntando se vale à pena pagar transportadora, excesso de bagagem, trazer tudo, não trazer nada etc.  Pra quem acompanha o blog há mais tempo, deve se lembrar que nós viemos com 9 caixas além das 4 malas normais (dêem uma olhada aqui).

A resposta é: valeu sim à pena!  Nós viemos de United e a empresa cobra apenas US$100 de excesso de bagagem por cada volume de 32Kg.  A idéia inicial era trazer apenas 1 caixa a mais cada um, mas conforme eu e minha mãe fomos arrumando as coisas fomos vendo que simplesmente não teríamos onde deixar tudo.  Quem me convenceu a fazer isso foi meu marido, com o seguinte raciocíno - se deixássemos as caixas no Brasil para cada um que fosse visitar trazer, teríamos que pagar um táxi extra pra pessoa ir pro aeroporto pq não caberia a caixa + malas + pessoas num táxi só (só aí no mínimo R$80).  E quando a gente fosse bucar essas pessoas no aeroporto de Toronto, não iria caber todo mundo no carro e teríamos que pagar mais CAD 45 pra um táxi extra - só aí já pagou as 100 doletas de trazermos as coisas com a gente.

E tem também um outro lado: ter as suas coisas com você faz com que a sua  nova casa tenha mais jeito de "casa", pois tem objetos de valor sentimental.  Além disso, se você deixar por exemplo um balde de gelo na sua caixa pra um dia alguém trazer, antes de um parente vir visitar você vai precisar de um balde de gelo e vai acabar comprando um aqui e ficando com dois no total (é só um exemplo, eu vendi meu balde de gelo e ainda não comprei outro - apesar de já ter precisado de um).  Nossos cumpadres quando vieram pra cá não sabiam quanto tempo iam ficar e deixaram tudo num storage - no final, acabaram comprando tudo novo aqui e depois de morrer com um dinheirão de storage no Brasil acabaram dando/doando pra um amigo que vai pagar um dia (e estão super felizes de não terem mais que pagar o raio do storage).

As coisas que acho que mais valeram à pena trazer:
- Faqueiro Tramontina: tínhamos 2 faqueiros, um mais chique e um do dia-a-dia bárbaro da Tramontina.  O chique ficou no Brasil para vir um dia e o do dia-a-dia trouxemos.  Joguei fora a caixa de madeira e coloquei tudo numa caixinha minúscula de papelão - total 6kg por um faqueiro que custou quase 2 mil reais.  Claro que aqui há opções de talheres baratos, inclusive na própria Ikea, mas se você tiver um faqueiro bom traga, pois jamais vai conseguir vender por um valor bom no Brasil e por apenas 6Kg de excesso vale mais do que à pena.
- Jogo de travessas: de novo, presente de casamento que foi caríssimo.  Ainda não usei (nem usava muito no Brasil) mas jamais compraria outro aqui da mesma qualidade.
- Jogo de fondue: idem acima.  E ainda foi presente do meu irmão.
Tudo o que aparece na foto veio do Brasil
(menos a comida e as tulipas, claro!)
- Enfeites diversos: aí entram lembranças de viagem de todos os tipos (já viajamos muuuito), vaso de cristal, centro de mesa de vidro, centro de mesa de madeira... já está tudo "adornando" a nova casa, o vaso de cristal inclusive com flores frescas dentro pra dar "vida" pra casa no inverno.
- Enfeites de Natal: trouxe apenas os que tinham algum valor emocional e valeu muito à pena.  Nossa árvore está uma graça!
- Jogo de facas Tramontina, pazinhas de patê e coisinhas pequenas de cozinha: ocupam pouco espaço e se você não trouxer terá que comprar logo.  Jogo de facas tem de todos os preços, mas foi uma despesa a menos que tive ao chegar aqui e minhas facas vão durar a vida toda.  Se eu tivesse comprado um jogo minimamente decente aqui, teria sido no mínimo uns 50 dólares - como o jogo é pequeno, coube ele, a base de madeira e mais zilhões de coisas na caixa de 32Kg.
- Roupa de cama: nossa cama no Brasil era Queen com colchão bem alto (como as daqui).  Tinha comprado há relativamente pouco tempo 2 jogos de lençol que trouxemos.  Dá pra comprar aqui por uns $40 (muuuuito menos que paguei no Brasil), mas economizei $80 na chegada.  Trouxe também uma manta térmica que comprei há tempos, enfiei na Space Bag e pronto, não precisei comprar manta na chegada (depois precisamos de um edredon com a chegada do inverno).
- Roteador de internet: pesquisei em alguns fóruns pra ver se valia à pena.  Ele é pequenininho e item de 1a necessidade.  Nosso provedor é a Rogers, eles até têm modem com roteador embutido mas é mais caro.  Foi só pegarmos o modem baratex e pronto - ah, lembrando que precisei trazer adaptador de tomada, pois o plug é brasileiro (trouxe um filtro de linha com plug brasileiro e todos os adaptadores de tomada que encontrei na minha casa!).

Algumas coisas acabaram vindo que nem precisariam ter vindo num primeiro momento como livros, álbuns de fotos etc.  Mas aí valeu o raciocíno de que não valeria à pena deixar no BR pra depois gastar $ pra alguém trazer pra gente.

No total, deixamos umas 4 caixas de 32Kg mais alguns itens de decoração como a girafa que meu marido trouxe da África (só ela já é um volume de bagagem), o mapa-mundi etc.  Ainda não tivemos ninguém pra trazer as coisas (ainda bem, pois o apê é pequeno) mas ano que vem provavelmente meus pais vêm visitar e nós provavelmente passaremos Natal no Brasil, só aí já dá pra trazer bastante coisa.

Ah, vale lembrar que com o extremo cuidado que os carregadores de bagagem e os inspetores americanos lidaram com as caixas algumas coisas não sobreviveram a viagem (uma vaquinha de cerâmica linda, um vaso que meu marido fez na aula de cerâmica dele e mais algumas outras coisas).  Juro, na escala em Washington o inspetor de bagagem estava com a caixa na altura do peito e, como ela não entrava no raio-X, o cidadão simplesmente abriu os braços  e deixou a dita-cuja cair no chão de mais de um metro de altura - e eu vendo tudo isso, pois estava na salinha por causa da Joy.  Recomendação para itens muito frágeis: embale ao máximo, coloque em caixa de madeira (o vaso e o pote de vidro da foto por exemplo vieram dentro de caixas de madeira dentro das caixas de papelão, devidamente escorados por tudo que é tipo de acolchoamento).  Uma das caixas que sobraram tem um vaso de vidro lindo em tons de laranja que ficaria ótimo na minha sala agora - meu tio até estava no Brasil esse mês mas nem pedi pra ele trazer a caixa pois ele faria escala nos States - nesse caso, prefiro que alguém venha de Air Canada para pelo menos minimizar o risco do vaso chegar aqui em pedacinhos...  Independente disso, os americanos abriram praticamente todas as caixas (quando abrimos tinha o bilhetinho em quase todas), mas com extremo cuidado que praticamente não percebemos, só fomos saber mesmo na hora de ver o bilhetinho.  Uma das caixas inclusive chegou aberta no aeroporto de  Toronto (acabou arrebentando a fita adesiva que puseram) e a única coisa que dei falta foi um grampeador!

Só como informação, eu cheguei a cotar com 2 empresas de mudança trazer todas as caixas, girafa etc pra cá como carga e a reação foi  "é só isso que você tem?  Vale à pena pagar excesso de bagagem e pronto".  O custo para trazer como carga acaba sendo muito maior pois é preciso pagar várias taxas, despacho aduaneiro etc - só vale à pena mesmo pra quem vem com muita coisa.  Não preciso nem falar de novo que itens de casa como cama, sofá, móveis, eletroportáteis etc não vale à pena trazer - consegui comprar tudo novo por menos do que vendi meus itens usados no Brasil.

domingo, 25 de julho de 2010

Bazar, mudança, caixas... socorro!!!


Achei interessante esse cartoon pois outro dia alguém me lembrou que pinguim só existe no pólo sul e urso polar só no pólo norte.

Estamos na fase tão temida por todos - arrumação do que vai e o que fica.  Nossa bazar (pra quem não viu, pode divulgar! http://bazarcanada.weebly.com) está bombando e eu enlouquecendo.  Pois preciso responder os e-mails, atualizar a planilha, atualizar o site, cobrar os compradores (o povo é ruim pra pagar, viu?) e, mesmo que a pessoa venha retirar, tem a parte da "expedição" - achar onde está o produto que a pessoa comprou, embalar se for o caso, deixar na portaria etc etc.  Ontem entreguei uns produtos numa churrascada e percebi que tinha algo de errado nas contas - hoje a pessoa veio me cobrar que esquecei de 1 produto!  Pelo menos esqueci de levar e também de cobrar, ai ai ai.

Agora já evoluímos do amigo-do-amigo pra qualquer um que se interesse.  Passei panfletinhos embaixo da porta dos vizinhos do prédio e deixei também no salão da rua e no pet shop.  Até agora desses contatos apenas uma proposta indecente pelo meu iPhone (eu pedindo R$850 e o fofo oferecendo R$400 num bazar onde dizemos claramente que não damos desconto, mas enfim.  Por esse valor levo meu super iPhone pro Canadá e pronto - ainda vendo por mais no eBay.ca depois).  O que me surpreendeu foi o Craigslist - tão pouco usado no Brasil, mas grátis, anunciei nosso bazar lá e vendi umas coisinhas!

Virei uma dessas pessoas que pega caixa de papelão na rua!!  Fiquei até com dó de tirar o sustento dos carrinheiros, mas estou precisada, rs.  Fui também no Pão de Açúcar hoje e a moça deu a dica de eu ir cedinho que é quando eles reabastecem e liberam as caixas.  Além de ter que por as compras das pessoas em algum tipo de caixa (quem compra 50 taças de cristal precisa de algum tipo de caixa para levá-las, certo?), ainda preciso de outras para por nossas coisas, pq os compradores estão levando embora os móveis, as estantes, e minhas coisas estão se espalhando pela casa.  Agora há pouco a pobre Jojo ficou desesperada pq os ossos dela estavam atrás de uma caixa e ela não conseguia pegar!

Minha santa mãe, expert em mudanças e acho que já com saudades pois a última vez que se mudou foi em 2005, se ofereceu pra vir aqui em casa 5a e 6a pra me ajudar.  E o fato é que não é só encaixotar tudo como numa mudança comum, tem que decidir o que vai doar (e pra quem), o que vai pro lixo, o que vai agora pro Canadá, o que fica pra depois, o que vai ser "armazenado" na casa de quem etc etc.  Temos uma girafa maior que eu que o marido trouxe da África que ficará hospedada na casa da minha mãe - minha cunhada vetou com medo que o filho dela quebre a dita cuja e na casa da minha avó andou aparecendo uns cupins.  Então a bichinha vai ficar no mini-apê onde meus pais moram, depois que fizeram o "downsizing" desde que meu irmão e eu saímos de casa.

Felizmente uns amigos nossos vão alugar o apto onde moramos agora por alguns meses direto com o proprietário enquanto o deles que foi comprado na planta não fica pronto.  Nisso vão poder fazer "house sitting" da nossa adega - ganhamos uma super-mega-blaster adega de vinho de casamento que está esperando o comprador ideal, mas isso leva tempo.  Também não acho certo "queimar" a adega cobrando muito barato por ela, me sentiria mal com a pessoa que me deu o presente.

Minha caixa de entrada de e-mails está uma loucura, tenho que mandar CV pra 2 vagas que apareceram (e é MOITO chato fazer cover letter, aff!) estou em contato com um pessoal da empresa anterior que trabalhei que é super bem conectado - um tem escritório aqui e em Toronto, outro está em Toronto e já me ofereceu algo free-lancer se eu quiser.  Ufa!

Nesse meio tempo fui alisar o cabelo e ficou uma droga.  O barato saiu caro.  Devia ter feito com a super Karina lá na Argentina que é mega barato, mas preferi fazer num salãozinho onde fiz o último retoque aqui na minha rua pra não perder tempo de viagem no salão (das últimas 3 vezes que visitamos a família do marido passei 1 tarde na "peluqueria").  A cabeleireira disse que vai melhorar, veremos.

Ainda bem que remarcamos nossa passagem para 16/8, assim temos um respiro a mais!  A Pati do Patitando tinha me alertado que essa fase era complicada mas só na hora que se vivencia é que a gente aprende.  Como nosso visto atrasou muito, acabamos postergando coisas e agora ficou em cima da hora, mas faz parte.

Ah, e no meio de tudo isso estou com um dedo quebrado!

E como diz nosso leitor César que a essa hora deve estar chegando (se é que já não chegou) no Canadá: ...e a vida segue!