quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Canadenses aprendendo português?


Artigo interessante dessa semana no Vancouver Sun falando sobre a importância de se aprender português brasileiro!

Quem sabe essa tendência não é uma boa pra nós brasileiros aqui em terras do Norte?


Many parents I know have enrolled their kids in French immersion schools, or weekend Mandarin courses, in an effort to prepare the next generation for a competitive future world of open trading markets and portable skills. While commendable and far-sighted, I wonder how many parents have considered preparing their children for a world where Brazil becomes an economic powerhouse and significant trading partner for Canada?



I suspect not many. That should change.


Why should Brazil matter to Canada? It's now the world's seventh largest economy, one of the fastest growing and projected to be No. 5 within a few short years. Its natural resource based economy is similar to Canada's, as are the vast distances that separate its resources from its main population centres. Most importantly, it is a rapidly developing economy with specific needs - many of which Canada is uniquely positioned to address.


It should be no surprise, therefore, that one of Prime Minister Stephen Harper's first foreign trade missions, since winning a new mandate, was to Brazil. Or that our new Trade Minister, Ed Fast, has already helped arrange two trade missions to that country in the past 100 days.


What they see is an opportunity for our businesses, our people and ultimately for our children.


Canada has much to offer Brazil. We have 80-plus years of experience in developing a natural resource economy, building critical infrastructure, and traversing large tracts of sensitive terrain in order to connect our resources to our population base. Developing infrastructure is a major priority for Brazil. In addition to hosting both the 2014 FIFA World Cup and the 2016 Summer Olympics, Brazil has plans to invest more than $800 billion in new infrastructure projects over the next 10 years. One example of the types of solutions Canada can provide Brazil is the portable camp and shelter market. Canada is a world leader in this field, born out of decades of helping resource and construction companies provide high quality living conditions to workers.


Weatherhaven is a 30-year-old Vancouver-based company that develops portable and re-deployable shelter solutions for the natural resource, disaster relief and military markets. Our specialty is re-deployable camps in remote areas, particularly those requiring a very light environmental footprint. We have supplied customers in more than 50 countries and, after entering Brazil 10 years ago, have seen it become one of our fastest growing markets.


This past August, as a direct result of our participation in the PM's trade mission, Weatherhaven was able to secure a significant new deal with HRT, a very progressive and innovative Brazilian oil and gas company. This new opportunity, to build leadingedge sustainable exploration camps in the Amazon, will result in employment for British Columbians and create opportunities to export Canadianmade technology and services.


It's clear that Brazil is a country in fast-forward mode, with an ambitious well-financed government, and fuelled by natural resource revenues. Its large companies are becoming aggressive global players: Witness the recent acquisition of Canadian mining (Inco) and brewing companies (Labatt's) by larger, more global Brazilian competitors.


Ironically, the pace of Brazil's economic development outstrips its domestic R&D and education capabilities, which provides tremendous opportunities to Canadian companies and to our education sector to help them bridge those gaps. For instance, Canadian universities are already stepping up to meet that need. Canada has become the No. 1 destination for foreign education and training by Brazilian students.


If you don't know much about Brazil, or if your view of it is based on old stereotypes, you owe it to yourself and your children to learn more about this country. Not only won't you regret it, your children may one day tell you "Obrigado."
Ray Castelli is CEO of Vancouver-based Weatherhaven. The company recently started offering free Portuguese classes to all its Vancouver-based employees.


Read more: http://www.vancouversun.com/business/Should+kids+learning+Brazilian+Portuguese/5536864/story.html#ixzz1ahJqGDZn

sábado, 1 de outubro de 2011

Só no Canadá V - reembolso do convênio sem nem mandar o recibo

Gente, mais uma da série "Só no Canadá"!

Apesar de termos saúde gratuita pelo plano do governo, é possível ter seguro adicional (normalmente oferecido pelos empregadores) para as despesas que não são cobertas, como medicamentos, acupuntura, fisio, chiropractor etc etc.  Através da minha empresa tenho um seguro desses que é uma mão na roda!

Quando vamos na farmácia eles já passam o cartãozinho do convênio e só pagamos os 20% de co-pay.  Para chiropractor e outras coisas, é preciso pegar o recibo e solicitar o reembolso.

Eu estava naquelas de juntar os recibos, mandar pelo correio e esperar o $ entrar na minha conta.  Essa semana descobri que posso mandar o pedido de reembolso pela internet.  Pensei "ótimo, assim não precisa esperar o tempo do correio".  Fui na massagem (sim, até massagem aqui é coberta pelo convênio) e entrei no site pra solicitar o reembolso.  Eis que descubro que nem um recibo escaneado é preciso mandar - é só colocar o nome do profissional, o número do registro, o valor e voilá, no dia seguinte o dinheiro entra na conta!

É outro baseado no "honour system".  Óbvio que eles falam que vc precisa guardar os recibos por 1 ano caso eles queiram fazer uma auditoria, mas é mais um exemplo em que primeiro se confia nas pessoas pra depois desconfiar.

Só no Canadá...

domingo, 4 de setembro de 2011

Toronto - a Hollywood do Norte!

Olá leitores,

Todos preparados para o final do verão?  Extra-oficialmente o verão acaba amanhã, feriado de Labour Day, essa semana tivemos alguns dias de "águas de setembro fechando o verão" com chuvas no final do dia.  É o ciclo da vida!

Hoje estou aqui para falar um pouco da Hollywood North, a.k.a. Toronto!  Eu já sabia que muitos filmes e programas de TV eram filmados no Canadá, especialmente em Toronto e Vancouver, pelo incentivo que o governo dá a essas produções e custos menores que nos EUA.  Toronto tem até carro de polícia de Nova York para alugar!

A Laila do blog Whole Wide World fez um post muito legal esses dias sobre as séries de TV filmadas por aqui.  A Rafaela do Projeto Racoon também fez um post sobre as gravações lá em Vancouver, agora chegou a minha vez de falar um pouco do que temos visto.

A cidade de Toronto tem até um Film and Television Office, que fornece os permits para as gravações pela cidade.  Por acaso, aqui perto do nosso prédio é um lugar super popular para filmagens.  Durante o inverno tivemos uma gravação de um filme de Papai Noel que agora não me lembro o nome.  Aqui em volta do quarteirão ficava cheio daqueles trailers/caminhões de filmagem com os permits da cidade no retrovisor (até porque é proibido estacionar por aqui).  Nessa temporada primavera/verão, tivemos vááárias filmagens aqui na vizinhança.  Vou escrever um pouco sobre algumas:

- Total Recall: é o remake do Vingador do Futuro.  Esse filme está sendo inteirinho filmado em Toronto (no mesmo estúdio onde foi filmado o Battle of the Blades) além das cenas externas.  Pra uma perseguição de carros voadores, fecharam um parte de uma das principais avenidas, a Lakeshore  Boulevard, inclusive em dia de semana.  Apesar de ser super inconveniente para o trânsito (óbvio), numa enquete num site de notícia o pessoal ficou dividido, 50% dizendo que achava ok o fechamento da rua, até porque só ano passado essa indústria trouxe mais de 1 bilhão de dólares para a cidade.  Eu achei que a filmagem já tinha acabado e outro dia andando na rua aqui de casa com a Joy e a Ellie (cachorrinha dos nossos amigos que estávamos dog sitting), chegamos na Lakeshore e fomos surpreendidos pelos carros voadores!




- Avisos de filmagem: agora em agosto chegamos ao ponto de termos 3 avisos de filmagem no mesmo dia no nosso prédio. Quando eles fazem filmagem na vizinhança, as produtoras colocam avisos nos prédios avisando se vão fechar ruas etc etc e já pedindo desculpas pela inconveniência.  Tem de tudo: filme, comercial, série de TV...


Por algum motivo a vizinhança aqui de casa é super requisitada pra filmagem.  O interessante é que não é sempre no mesmo lugar, cada filmagem é em uma locação diferente, mas tudo aqui no miolinho.

- Assassinato de mentira: outro dia voltando de carro do trabalho resolvi pegar um "atalho" numa rua pequena aqui do lado e de repente me vi parada no trânsito, cheio de carro de polícia etc etc.  Tentei desviar mas a rua era mão única e acabei tendo que esperar pra passar.  Essa esquina não é, digamos, das melhores da cidade e quanto vi aquela fitinha amarela do "Police Line Do Not Cross" já achei que tinha sido algum assassinato, mas estranhei o fato de não ter carros dos canais de TV em volta.  Só quando eu cheguei bem pertinho é que vi as câmeras e notei que era uma filmagem e o assassinato de mentira (ufa!).  Mas confesso que no prédio não tinha nenhum aviso sobre essa filmagem, senão eu não teria pego o tal atalho!




Confesso que é super divertido ver essas filmagens, mas preciso começar a prestar atenção nos filmes pra reconhecer os locais!

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

1 ano de Canadá e sem notícias do consulado...

O ticker aqui do blog não mente!  Semana passada completamos 1 ano desde a nossa chegada em Toronto!

Aproveitamos a data para relembrar tudo que passamos e conquistamos até agora nessa jornada.  Foi um ano (dois no caso, desde a decisão de imigrar) de muitas mudanças e conquistas e a data só veio nos ajudar a lembrar o quão acertada foi a nossa decisão.

Enquanto isso, continuamos aguardando notícias do consulado sobre o nosso processo de Skilled Worker.  A data que o consulado nos deu foi 30/6 e já estamos quase em 30/8 e nada.  Quando o marido estava no Brasil, enviou o Sedex com uma cartinha perguntando a quantas andava o processo (seguindo sugestão da Maria João que foi divulgada nos outros blogs) e até agora nada.  Tivemos alarme falso do e-Cas tracker dizendo que havia mudado o nosso status por lá mas continuamos com documents received.  Semana passada enviamos um e-mail para o consulado dando uma de "migué" perguntando se precisavam de alguma coisa, dizendo que estávamos aqui com visto de estudante e pedindo uma previsão já que se for atrasar muito vamos precisa providenciar outro visto e a resposta foi o básico "seu processo está na fila da análise" - nem uma previsãozinha sequer (pelo menos o pessoal do Québec está com a previsão 14 meses, Skilled Worker nada).  Meu marido até entrou em contato com a Maria João perguntando se ela tinha mais alguma dica e ela prontamente respondeu, mas dizendo que não há nada a fazer a não ser aguardar.  Então, aguardemos!

De presente de 1 ano de Canadá peguei 3 pares de esquis na rua!  Estava voltando do dentista e parei no farol, olhei pro lado e vi vários esquis e poles na calçada.  Parei o carro da rua de baixo e voltei correndo lá pra olhar em que estado eles se encontravam etc.  Morrendo de vergonha pois nunca tinha feito isso antes, até que a dona da casa aparece e fala "good for you".  No fim fiquei conversando com ela um pouco, ela contou que os esquis eram dos filhos que já não moram mais com ela e vivem comprando esquis novos.  Agradeci a generosidade e acabei voltando pra casa com 3 pares - 2 que estavam com os bindings (os ferrinhos que prendem os esquis nas botas) mas são um pouco antigos, e 1 que tinha cara de ser mais novo.  Peguei também 2 pares de poles e ainda deixei lá mais uns 3 pares de esquis e 3 de poles.  Não entendo nada sobre esquis em si (não sei realmente avaliar a qualidade/estado dos que peguei) e da última vez que fui esquiar quebrei o braço e precisei operar duas vezes, mas considerando que agora moramos nas terras geladas do norte achei uma boa oportunidade de talvez voltar a esquiar (agora com mais prudência).  E no final, se depois a gente não quiser mais os esquis, colocamos de novo na calçada e tenho certeza que eles encontram um novo lar rapidinho!

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Só no Canadá IV - Venda de milho self-service na beira da estrada

Olá leitores!

Hoje escrevo de agradáveis 22 graus - para as próximas 2 semanas não temos previsão de temperatura máxima acima dos 27 graus, o que é um alívio!  O calorão todo estava de arrepiar, ninguém merece!

Final de semana passado fomos até a região de Ottawa num festival numa cidadezinha lá perto.  Da capital vimos pouco, mas o suficiente para ficarmos encantados com o "big town, small town" feel.  Assistimos o Sound and Light show no Parlamento que foi bárbaro, recomendo!  Todas as noites durante o verão.

Agora fiquei na vontade de voltar no inverno pra ver a cidade com calma e para patinar no Rideau Canal - é o sonho de todo patinador!  Conversamos com uma moça que contou que o chefe dela vai patinando pro trabalho todo dia no inverno!

Ottawa à parte, o assunto desse post é mais um da série Só no Canadá.  Bom, nesse caso eu confesso que vi algo parecido na Suécia, mas vocês entendem o "espírito" da coisa, certo?

Deixamos a Jojo com uns amigos no final de semana.  Como agradecimento, diz a boa educação que devemos levar alguma coisa, certo?  Só que um deles é de Ottawa, então souvenirs estavam foram de cogitação.  Quando vi uma barraquinha na estrada vendendo sweet corn na hora me lembrei que eles adoram milho, então ficamos atentos pra parar na próxima barraca e comprar Ontario-grown sweet corn.  Quilômetros e quilômetros depois, já quase parando no Wal-Mart pra comprar, vimos a singela banca da foto abaixo:


Não só não havia ninguém pra controlar quanto cada um pegava de milho e pagava, como o "cofrinho" era aberto - nós não tínhamos trocado e simplesmente abrimos e pegamos nosso troco.  Havia mais de $60 dólares lá dentro, tudo bonitinho.  Conosco parou uma outra pessoa que também pegou sua 1 dúzia de milho e deixou os $4.50 lá - ah, o "serviço" era tão bom que tinha até sacolinha plástica!

Nossos amigos ficaram suuuuper agradecidos.  Levamos 8 pra eles e ficamos com 4.  Se você comer o milho puro ele é realmente docinho, mas é só passar uma manteiga e um salzinho que fica igualzinho ao milho da praia no Brasil.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Só no Canadá III - a estrutura para combater o calor!

Já viram que gostei do tema "Só no Canadá", certo?  Estou agora passando os dias pensando em posts legais que façam parte desse tema.

Como vários blogs comentaram, nessa 5a feira aqui em TO tivemos o dia mais quente do ano, quando a sensação térmica chegou a 49 graus (acompanhei o dia todo e não passou da marca dos 50 não, rs rs rs).  Eu que sou de Santos acho que nunca havia sentido tanto calor - felizmente foi por pouco tempo, pois estava no ar-condicionado grande parte do dia.

A previsão do tempo aqui é bastante precisa, então vários dias antes já sabíamos que o calorão estava pra chegar.  Quase todo verão passa um "heat wave" desses pelos EUA e Canadá e as consequências podem ser desastrosas principalmente para as pessoas de idade e aqueles que não têm acesso a ar-condicionado (lembrem-se que o Canadá é o país onde as escolas não permitem que as crianças brinquem do lado de fora com temperaturas acima de 30 graus, mas as crianças brincam lá fora em temperaturas abaixo de zero sem problema nenhum!).

Quando temos "extreme heat alerts" a cidade de Toronto coloca em operação vários Cooling Centres, locais onde a população pode ir para se refrescar no AC e recebe uma bebida gelada, além de dicas de como combater os efeitos do calor.  Até os pets são bem vindos!

Várias das piscinas públicas ficaram abertas até a meia-noite na 5a feira.  Eu aproveitei e na saída do trabalho fui até umas das piscinas que fica em frente ao lago Ontário, a Sunnyside.  Eu tinha ido até lá no sábado e, pasmem, na 5a 8 da noite tinha mais gente que sábado, tinha até fila pra entrar!  Surpreendentemente a água não estava quentinha (no Brasil quando faz muito calor durante o dia a água da piscina normalmente fica bem quentinha de noite) mas com o calor que estava fazendo foi ótimo dar um mergulho.  Quando saí de lá 9 da noite a fila continuava e no caminho pra casa passei em frente a outra piscina pública e vi famílias inteiras de toalha na mão indo pra lá.

Pra quem não tem AC em casa é realmente um sofrimento, pois aqui as construções são feitas para manter o calor por conta do inverno, e muitas casas/aptos têm janelas muito pequenas ou que quase não abrem.  Eu fiz questão de alugar um apartamento com AC (passei muito calor quando morava em SP pela falta de AC e por não poder instalar no apartamento para não "estragar a fachada" do prédio) e não me arrependo - bate muito sol no meu apto e o AC entrou em operação já em abril, mantendo a temperatura aqui dentro sempre em 22 graus.

Montréal também sofre os efeitos do heat wave dessa semana e vi na TV que a cidade convocou a polícia para ir batendo de porta em porta nos bairros que mais sofrem com o calor pra ver se está todo mundo bem, dar orientação etc.

De novo, só no Canadá!

terça-feira, 19 de julho de 2011

Só no Canadá II - show to U2 sem empurra-empurra

Olá leitores,

Na sequência dos posts da série "Só no Canadá" e pegando o embalo no post da Lapin-Mère (cuja família, by the way, nos recebeu suuuper bem para um lanche na sua maison em Laval - merci família Lapin!), escrevo aqui um pouco sobre a experiência no show do U2 em Toronto.

Confesso, acho o U2 bacana e tal, mas não pagaria $$ pra vê-los ao vivo, até porque show não faz muito meu gênero (vide post anterior sobre o show do Bon Jovi) e sou bem pão-dura pra essas coisas.  Mas alguns meses atrás minha amiga Ariadne, que mora em Londres e é doente pelo U2, me avisou que viria pra um casamento na semana passada e perguntou se eu iria no show com ela.  Resumindo a história, ela me convidou pra ir no show com ela como agradecimento à minha hospitalidade e por ter ficado de baby-sitter da filha dela enquanto ela foi ao casamento, com a condição que a gente fosse na pista!

Pra quem me conhece sabe que pra eu ir em show em estádio já é algo totalmente fora da minha zona de conforto.  Agora ir na pista!  Sempre fui daquelas que pensava "aff, esse povo é doido, paga um dinheirão pra ficar em pé, espremido, na chuva e no sol, só pra ver os caras por cima da cabeça dos outros - tô fora!".  Mas graças à civilidade canadense e à minha amiga Ari meu conceito está mudando um pouco.

Primeiro precisamos comprar ingresso de cambista pq não tinha mais (o show era pra ter acontecido 1 ano atrás mas foi adiado).  Aqui até cambista é chique, compra-se o ingresso pelo site StubHub, que faz parte da TicketMaster.  Cada ingresso pra pista custava originalmente $57 (sim, você leu certo - cinquenta e sete dólares - só como comparação o preço oficial de pista em SP era de R$180) e como compramos no site saiu $100 cada um + o FedEx - foram entregues na minha casa uns 2 dias depois de ela ter comprado.  Depois, como o show foi numa 2a feira eu não conseguia chegar cedo - a Ari bem que deu uma sondada na fila quando foi visitar a CN Tower mais cedo (o show foi no Rogers Centre, que é bem embaixo), mas como ela estava com a filha dela não dava pra ficar guardando lugar na fila, né?
Teto abrindo

Bom, ela deixou a filha com a babá no hotel e chegou lá umas 5 e pouco.  Quando eu cheguei umas 18hs (parei o carro no prédio de uma amiga que fica perto) havia uma pequena muvuca perto do palco mas a gente não estava a fim de se espremer (eu confesso que estava com medo - a filha do meu dentista morreu num show lá em Santos num empurra-empurra e eu fiquei traumatizada).  Ficamos lá fazenho hora, curtindo a "fauna" de pessoas (nossa, como tem gente estranha!), vimos o teto do Rogers Centre abrir às 19 hs (foi bárbaro, nunca tinha visto o "processo" de abertura - até isso é bacana, quem chega cedo não precisa ficar com a cabeça tostando no sol pq o teto está fechado!), observando os brasileiros que adoram se fantasiar de brasileiros no exterior (o povo curte uma camisa da seleção, né?)...

Acreditem: eu estava no meio do povo.  Quem diria!
Chegando perto da hora do show nos arrependemos um pouco de não termos ido mais pra frente, pois o local onde estávamos começou a ficar bem cheio e prejudicou um pouco a nossa visão, mas aí já era tarde.  Nós já preparadas para aquela massa empurrando todo mundo pra mais perto do palco assim que começasse o show e uma canadense do nosso lado ficou falando "ninguém faz isso não" - enfim, é ver pra crer.  Visto: começou o show e ficou todo mundo no seu lugar, alguns apenas pulando um pouco, ABSOLUTAMENTE NADA DE EMPURRA-EMPURRA!  Ficamos perplexas!

Mais pro meio do show um povo que já tinha bebido um pouco demais começou a encher um pouco a paciência, mas nada que atrapalhasse a experiência.  A Ari adorou, gritou, chorou etc - eu achei muito bacana mas acabei saindo de lá com torcicolo de tanto fazer movimento pra olhar o telão, rs rs rs.

A CN Tower também assistiu!
A Ari é uma amiga super internacional, mora em Londres, fez MBA na França e já está no 5o passaporte por falta de páginas nos anteriores (!) e ficou simplesmente ENCANTADA com Toronto e o Canadá.  Isso pra mim foi ótimo, pois às vezes achamos TO meio provinciana e tal, nada como vir alguém de fora para novamente ressaltar as qualidades da nossa nova cidade.  Na hora que ela me viu no aeroporto já falou "estou adorando o Canadá" - e eu respondi "mas você só está aqui há 40 minutos"!  Dá pra ter uma noção, né?

De novo, só no Canadá!