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quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

A jornada para o 2o emprego no Canadá!

A gente chega no Canadá doido para conseguir o 1o emprego, que eu tive a felicidade de conseguir depois de apenas 4 meses de Canadá.  Se você ler o meu post do 1o emprego vai lembrar que tive que dar um passo pra trás - voltei a ser assistente, apesar de já ser gerente no Brasil, faz parte.

Infelizmente uma das coisas que eles tinham prometido pra mim logo no início (e está até lá no post) não se concretizou, que foi me mudar de marca após um ano.  Eu lá mais de 2 anos ainda trabalhando na mesma marca, que era a "prima pobre" da empresa.  Logo depois do 1o ano saquei que lá não ia ter futuro pra mim e comecei a mexer meus pauzinhos, fazendo entrevistas, mandando CVs etc.

O 2o emprego foi MUITO mais difícil de conseguir do que o primeiro.  Até porque, para trocar o certo pelo incerto, o incerto tem que valer muito à pena!  Fiz mega-zilhões de entrevistas, conheço praticamente todos os headhunters da minha área em Toronto.  Levei muuuuitos nãos até chegar a um sim - um era porque não tinha experiência canadense suficiente, outro porque não tinha experiência em promoção, outro porque isso, outro porque aquilo.  Outra coisa que estava me atrapalhando também era o fato de eu estar na  pior marca da empresa anterior, com exposição pequena a coisas importantes no marketing mix.

Na carreira de marketing, a transição de assistente para gerente é a mais difícil (sei pois já tinha passado por isso no Brasil).  Estava inclusive aberta a cargos contract e não full time, para conseguir a experiência de gerência e pronto, pois todo dia que ia pro trabalho sentia que emburrecia um pouco.

Eis que senão quando em novembro aparece o anúncio para uma vaga bacana em empresa de 1a linha - apareceu no LinkedIn.  A ironia é que a 1a entrevista que fiz um ano atrás quando comecei essa busca foi para um cargo parecido na mesma empresa, mas daquela vez tinha feito com uma headhunter.  Aqui os headhunters querem ser seus representantes exclusivos nas empresas e pedem pra você não mandar o seu CV direto - como o seguro morreu de velho, mandei meu CV direto pra essa empresa novamente.  Foi a minha sorte, pois a empresa parou de trabalhar com HH e seu estivesse contando com isso estaria ainda a ver navios.

Em dezembro mais ou menos comecei as entrevistas por telefone e, por conta do feriados de fim de ano, fiz as entrevistas pessoalmente logo no começo de janeiro.  Depois de tanta rejeição até parei de ficar animada com as vagas para não ficar frustrada depois (é exaustivo emocionalmente) mas... voilá, eles me fazem uma oferta!  Quem espera sempre alcança, pois consegui o salário que eu queira (mais até), numa empresa top, numa marca super legal, full time e com todos os benefícios.  Melhor, tive o prazer de pedir demissão da empresa anterior (depois de ter passado um sufoco por lá ano passado, quando eles ameaçaram me mandar embora).

Meu último dia na empresa anterior foi dia 8/2, que acabou sendo um snow day por conta da tempestade de neve e nem fui trabalhar!  Comecei na nova no dia 13 (meu novo número de sorte!) e estou adorando, está melhor do que a encomenda - sinto que finalmente estou no lugar que deveria estar!

Todo mundo fala que os 3 primeiros anos de Canadá são de adaptação e para nós está sendo assim também.  Com 2 anos e meio finalmente consegui voltar ao patamar que tinha antes em termos de cargo (óbvio que em termos de outras coisas estamos MOITO melhor do que estaríamos no Brasil).

Fora que antes eu trabalhava com farinha e agora trabalho com bala - tem coisa melhor???

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Pedindo demissão no Canadá!

Olá pessoal,

Em tempos que até o Papa está pedindo as contas, chegou a minha vez!  E por um bom motivo, consegui um emprego melhor (post sobre isso em breve!).

Emprego novo confirmado, óbvio que a empresa nova queria que eu começasse o mais rápido possível, hora de pedir demissão.  Aqui por lei não existe aviso prévio - às vezes está no seu contrato de trabalho, mas normalmente a chamada "2 weeks notice" é parte de um acordo de cavalheiros: é esperado e pega MUITO mal se você não fizer isso.  A empresa pode optar por te dispensar dessas 2 semanas e pagar por elas e "walk you out", mas isso normalmente só acontece se você está indo trabalhar na concorrência.

Depois de tudo isso pesquisado, fui pro Google procurar um template de carta de demissão (resignation letter).  Escolhi um bem simples e educado, imprimi 3 vias e coloquei lá que meu último dia seria na 6a da semana seguinte (isso era uma 2a feira).  Teoricamente eu deveria ter colocado na 2a como último dia, mas como descobri que tudo isso era um acordo de cavalheiros, achei melhor ter um diazinho a mais de descanso do que ter uma 2a como meu último dia!

Fechei a porta do escritório do meu chefe e falei que estava pedindo demissão.  Ele ficou super feliz por mim, pois mais do que ninguém ele sabia que na empresa onde eu estava não tinha muito lugar pra eu crescer.  Avisamos o diretor e eles se encarregaram de avisar o VP e o RH.

Uns 2 dias depois o RH me pede uma cópia da carta de demissão (meu chefe é tão avoado que nem tinha pego!).  Eles mandam um email pro escritório avisando e oficialmente meu último dia é 8/2.

Na 5a feira todo mundo fica que nem siri em lata preocupado com a snow storm que estava a caminho de Toronto - quando neva bastante assim, o pessoal nem vai trabalhar por conta do trânsito, todo mundo leva o computador pra casa.  Eu ligo pra Diretora de RH e pergunto: e se amanhã for um snow day o que eu faço?  Ela me avisa: deixa seu computador e crachá em cima da mesa, se não der pra você vir não tem problema.  Eu: Tem que assinar algum papel com o RH, alguma coisa?  Ela: Não!

Batata - meu carro mal subia a minha rua por conta da neve!  Fora que eu já tinha terminado todo o meu trabalho, mandei uma mensagem pro meu chefe e ele falou que não ia pro escritório também, então acabei ganhando um dia a mais de folga!

Na 3a feira pós-demissão chega na minha casa o meu holerith normal e o meu holerith mostrando as férias proporcionais que eu tinha pra receber, tudo já depositado na minha conta.  Simples assim!  Sem carteira de trabalho, sem Ministério do Trabalho pra assinar a rescisão (isso ninguém merece!).  Claro que também sem aquela "boladinha" do 13o proporcional, 1/3 de férias etc.

And, voilá, saí do meu primeiro emprego no Canadá!

sábado, 1 de janeiro de 2011

4 meses de Canadá e emprego!

Feliz ano novo a todos!  Esse post estava no rascunho há tempos e com as festas acabei atrasando a postagem.

É isso aí pessoal!  Um pouco antes de completarmos 4 meses de Canadá no início de dezembro consegui meu emprego!  Uhu!  Começo dia 4 de janeiro, o que foi ótimo pois não precisamos mudar nossos planos de final de ano.

Consegui um emprego exatamente no que eu queria (e que estava tentando no Brasil e não conseguia de jeito nenhum).  Tenho experiência suficiente para um cargo de gerência, mas conversando com os headhunters daqui todos recomendaram que eu tentasse vagas de assistente para poder me familiarizar bem com o mercado e depois sim ir pra gerência.  O famoso dar um passo pra trás para depois dar dois pra frente.  Já fiz isso no passado e valeu muito à pena!

Esse emprego agora em dezembro foi fruto da minha pesquisa que começou ainda no Brasil (pra quem não leu, segue link do post).  Aos poucos fui entrando em vários grupos de emprego/marketing no Canadá e descobrindo vários headhunters.  Essa empresa de recrutamento foi uma das que apareceu na minha pesquisa e me cadastrei no site deles.  Passei então a receber e-mails de vez em quando com vagas.  Na semana anterior à nossa vinda, mandei meu CV pra uma vaga que vi em um dos e-mails e na nossa 2a semana no Canadá uma das headhunters (Tracy) me chamou para a entrevista.  Na época não deu em nada, mas vi que ela gostou muito de mim.  Nesse meio tempo, fiz vários processos, mandei zilhões de CVs e num momento em que eu estava meio pra baixo pela falta de retorno, peguei o telefone e liguei pra essa headhunter.  Ela custou alguns segundos pra lembrar de mim e depois falou que não imaginava que eu ainda estaria procurando depois desse tempo todo - ou seja, tinha esquecido de mim e não estava me considerando para novas vagas.

Na hora que eu liguei ela falou que a outra HH que trabalha com ela, a Laura, tinha uma vaga perfeita pra mim.  Nisso ela falou com a Laura e ela disse que já tinha fechado a vaga com outra candidata, mas a Tracy já começou a ver outras coisas pra mim.  Poucos dias depois a Laura me liga e a outra candidata tinha desistido e ela estava começando a busca do zero de novo.  Fui até o escritório dela conhecê-la pessoalmente e ela já me avisou que a principal preocupação dela e provavelmente da empresa seria o fato de eu ser superqualificada para a vaga.  Mas, vamos em frente.  1a rodada de entrevistas na empresa, falei com o meu futuro chefe e a diretora de RH.  Meia hora depois, ela me liga marcando outra rodada para o dia seguinte, dessa vez com uma das diretoras de marketing e a pessoa de vendas responsável pela marca.  Isso foi numa 6a feira.  No domingo me liga a Laura de novo desesperada, pois a empresa queria marcar uma outra entrevista pra mim, dessa vez com a VP de marketing, pra 2a feira de manhã pois na sequência ela ia viajar.  Deu tudo certo e lá fui eu fazer a entrevista.

A Laura me ligou depois dizendo que eles tinham gostado muito de mim e queriam agora checar as minhas referências.  Ela pediu 2, acabei dando 3 e ela ligou pras 3.  Obviamente escolhi minhas referências a dedo, só ex-chefes que tinham muitos elogios a fazer.  Na 4a feira ela me liga para dizer que eles estavam prontos para fazer uma oferta, mas que meu futuro chefe queria apresentar a oferta pra mim pessoalmente.  Achei isso bárbaro e ele, super atencioso, marcou o meeting em downtown para eu não precisar ir até Markham (uma cidade ao lado de Toronto, onde fica o escritório da empresa).

Encontrei com ele num Starbucks aqui no centro e ele me apresentou a proposta.  Fiquei super feliz, pois eles aumentaram em 5% o valor do salário, pois levaram em conta que eu tinha mais experiência etc.  Também falou que eles já conversaram internamente e que pretendem que eu mude de marca depois de + ou - um ano para que eu consiga ter uma visão bem ampla do mercado.  Uma coisa que eles precisam fazer nessa empresa por conta de acordos de importação com os EUA é um background check completo - juro, pediram mais coisas que o consulado canadense, rs rs rs.  Eles contratam uma empresa que faz background checks no exterior para ver se a pessoa não tem problemas com a justiça etc etc e inclusive, checagem com antigos empregadores (a Laura me contou que um candidato, canadense inclusive, tinha sido condenado não sei em que país por ter roubado dinheiro da empresa).  Apesar de eu não ter nenhum problema com a justiça confesso que me senti um pouco invadida sabendo que uma empresa X estava chafurdando a minha vida Brasil a fora, mas faz parte.

Impressionante como o mundo é globalizado: uma brasileira vai trabalhar numa empresa americana no Canadá, com um chefe indiano, com marcas voltadas para o público imigrante do sudeste asiático.  Que francês que  nada, o importante por aqui é falar mandarim!

Ano novo, emprego novo, vida nova!

Feliz 2011 pra todos!

domingo, 17 de outubro de 2010

Post de 2 meses

Foto de minha autoria, tirada em Toronto Islands


Muita gente faz o post de 1 mês, mas na correria o nosso passou batido.  Hoje completamos 2 meses que chegamos no Canadá, e é impressionante quanta coisa aconteceu.  Meu marido fala muito do tempo Chronos (tempo corrido, contato em meses, dias etc) e o tempo Kairós que, digamos, é o aspecto qualitativo do tempo, ou o tempo medido em experiências vividas.

Nesses 2 meses:
- Mudamos pro Canadá com 4 malas, 2 malas de mão, 2 mochilas, 9 caixas e 1 cachorro
- Ficamos hospedados 2 semanas na casa do meu tio correndo feito loucos atrás das pendências da universidade, apartamento, etc
- Conseguimos um apartamento bárbaro, melhor do que o que tínhamos em SP, com vista e tudo
- Compramos os móveis básicos para o apto (na Ikea, Sears e Craigslist)
- Compramos computadores novos, um pra cada um
- Temos TV a cabo e internet
- Conseguimos os iPhone 4 (esse foi difícil!)
- Temos a carteira de motorista G1 e já marcamos a prova prática da G-full
- Meu marido já está atordoado como mestrado, agora está chegando a época de mid-terms e ele está estudando feito doido
- Estou forte na busca de emprego (pena que esse ainda não chegou...)
- Fomos ver um show do Cirque du Soleil, tirei foto com a minha patinadora preferida, já comprei ingressos pra assistir Wicked e o Encantador de Cães (Cesar Millan)
- Já estamos relativamente bem familiarizados com downtown e o metrô, até falando "em pontos cardeais"
- Tivemos ontem nossa primeira visita oficial, minha melhor amiga do High School veio pra Niagara (EUA) visitar a mãe e vieram até TO nos visitar.  Ficaram aqui até 11 da noite :-)
- Já temos mais taças de vinho do que copos normais (tinha comprado uma caixa com 8 taças e a minha amiga me deu outra caixa com 8 taças de "house warming gift")
- Já estou esquecendo palavras em português - outro dia fiz um trabalho freelancer de tradução e foi super difícil
- Ainda não estamos falando com sotaque canadense, mas pela TV já deu pra perceber os "house"; "out"; "mouse" e os "again" e "against", que pra mim são muito estranhos.  Os house, out, mouse eu até posso incorporar, mas já falei pra não me deixarem falar "agein" ao invés de "again" :-).  Também não incorporamos os eh? - pra dizer a verdade, ainda não ouvi ninguém falando o tal do ,eh?
- Estou fazendo aulas de patinação no gelo, yey!
- Minha mãe colocou no Sedex 10 ontem toda a papelada do nosso processo de Skilled Worker!!!!!  2a feira está lá no consulado!

Quanto ao país, estamos percebendo muitas coisas que por mais que você estude a história, os costumes, é só no in-loco que você vai perceber.
- Vimos a eficiência dos bombeiros e serviços públicos no incêndio aqui em frente ao nosso prédio
- Estamos acompanhando as discussões políticas para as eleições para prefeito que vão acontecer agora
- Estamos entendendo um pouco mais porque a questão imigração é tão complicada para os canadenses - além dos skilled workers & cia, o Canadá recebe muitos refugiados e muitos deles chegam aqui abaixo da linha da pobreza, o que é um problema para a sociedade, querendo ou não - eles por exemplo não estão mais aceitando refugiados do Paquistão

Nossa vida já entrou em uma certa rotina, com horários etc.  Ainda temos muito o que aprender sobre a cidade, região, fazer mais amigos...  Não ter carro é um empecilho para irmos qualquer lugar mais longe (nesses 2 meses, eu só saí de Toronto 1 vez pra Mississauga de ônibus fazer uma entrevista - mas era na highway, então nem posso dizer que vi Mississauga), seja para fazer compras, para passear, para conhecer... Mas tudo a seu tempo.

No geral, estamos bastante satisfeitos com o que conquistamos nesses 2 meses e felizes com as perspectivas que temos.  No meu job search tenho sido bastante "agressiva" - uma headhunter me ligou pra uma vaga para qual eu sou perfeita, mas percebi que ela não "sacou" - não tive dúvidas, entrei no LinkedIn, peguei o nome do diretor de marketing e mandei meu CV diretamente pra ele, que me respondeu e disse que ia encaminhar pra diretora de RH.  Tenho tido retorno mais positivo do que negativo das empresas daqui comparado com o Brasil (o que não deixa de ser impressionante).

Ainda temos muito a vivenciar, aprender e conquistar por aqui, mas o saldo dos primeiros 2 meses é extremamente positivo!

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Primeiros resultados da busca por emprego no Canadá estando no Brasil

Exatamente um mês atrás eu escrevi esse post Procurando emprego no Canadá estando no Brasil.  Recebi vários comentários sobre o post, meus leitores gostaram muito!

Um mês depois, vou postar aqui o saldo da empreitada: MUITO POSITIVO!  Na 1a entrevista por telefone, me enrolei um pouco e a posição não me interessava, mas o mais importante foi que ela falou que minha pretensão salarial estava muito baixa!  Desde então, a minha pretensão que era X já aumentei pra X+15K e ninguém falou nada, está tudo mundo concordando!  Ou seja, encontrei minha faixa salarial canadense!

Tenho enviado CVs para todas as vagas que me interessam e que aparecem nos sites que eu estou cadastrada (Workopolis, Monster, Canadian Mkt Association etc).  Já tive também 2 casos de headhunters que me encontraram: uma me encontrou no LinkedIn (importantíssimo manter o perfil atualizado e com o location no Canadá e um telefone local!) e a outra pelo banco de CVs do Workopolis.

Na 6a enviei o CV pra uma vaga que muitíssimo me interessa, de gerente em uma empresa super legal de bens de consumo.  Preenchi tudo pelo site e, segui a sugestão da minha amiga canadense que é headhunter, alterei várias palavras-chave do meu CV para as palavras-chave que estavam no anúncio.  Vocês vão perceber que as descrições das vagas no Canadá são muito mais detalhadas que as descrições das vagas que vemos no BR, e isso dá uma bela ajudada.  Mudei por exemplo "innovation" para "new product development" (são praticamente sinônimos, mas no job description deles estava escrito "new product developement").  Coincidentemente conheço uma pessoa que trabalha nessa empresa lá no Canadá e pedi pra ele encaminhar meu CV também.  Hoje já recebi uma ligação da pessoa responsável pela vaga!  Ela disse que tinha recebido meu application pelo site e pelo meu amigo e comentou "é sempre bom ter uma indicação" - dei sorte.  Disse que não havia nenhum problema minha experiência ter sido toda fora do Canadá (uhu!) e conversamos por mais ou menos meia hora.  Ela disse que tinha acabado de começar a falar com os candidatos e ainda precisava conversar com o requisitante da vaga para acertar alguns detalhes do perfil que eles estão buscando.  Devo ter algum retorno na semana que vem.

Nas últimas entrevistas, ninguém se importou com o fato de eu só chegar no Canadá no início de agosto, pois normalmente é esse o tempo que demora pra fechar uma vaga de qualquer maneira (1 mês e pouco).  As duas últimas empresas estavam super abertas a fazer o processo por telefone e Skype.

Portanto, segue meu conselho para futuros imigrantes: não deixe para o Canadá o que você pode fazer no Brasil!  Se normalmente demora-se 2 a 3 meses para conhecer os recruiters, vagas etc, fazendo isso aqui você já corta esse tempo!

No caso, tenho a vantagem de ter minha experiência em empresas multinacionais, o que com certeza é uma bela ajuda.  E o inglês na ponta da língua tem sido essencial para essas vagas para as quais estou me candidatando, até porque envolvem escrita de relatórios e apresentações.  Portanto, inglês, inglês, inglês (ou francês, se for o caso!).  A recruiter de hoje falava super-mega-rápido, pra minha sorte eu também falo (quando fiz high school nos EUA fofocava o dia inteiro, está servindo pra alguma coisa!).

Ah, um site legal de empregos que não coloquei no outro post é o Indeed.ca - ele é um "agregador de vagas", ele faz uma busca de vagas de emprego em diversos sites, inclusive nos sites das próprias empresas, o que evita que o candidato tenha que ficar entrando o tempo todo procurando as vagas.

E vamo que vamo!

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Procurando emprego no Canadá estando ainda no Brasil

Resolvi escrever esse post para dar dicas e falar um pouco da minha experência em procurar emprego à distância.

Desde que começamos com a idéia do Canadá,  comecei a pesquisar sobre o mercado de trabalho lá.  Uma das primeiras coisas que fiz foi olhar um salary guide como esse aqui do Workopolis, para entender qual faixa salarial eu vou estar (o salário no BR não é referência).  A outra, importantíssima, foi atualizar meu perfil no LinkedIn (em inglês, no caso) e começar a me cadastrar em grupos de meu interesse (no caso grupos como Canadian Marketing Association, Toronto Networking etc etc).  A partir daí, comecei a receber e-mails semanais dos grupos que ao longo dos meses foram me dando dicas valiosas, assim como um "database de headhunters" que fui montando nos meus favoritos (sugiro usar o Google Chrome como navegador, pois ele faz sincronia dos favoritos que podem ser acessados depois de qualquer computador pelo Google Documents).

Outra coisa foi me cadastrar nos principais sites de emprego: Monster, Workopolis sendo os principais, outros também são o Careerbuilder e Jobboom.  No meu caso, me cadastrei também na Canadian Marketing Association e em um chamado CPG Connect.

Montei um CV no formato canadense (sem dados como idade, se é casado, filhos etc), colocando o "location" dos empregos como São Paulo, explicando o meu diploma nos termos deles (no caso, Bachelor´s degree) e uma cover letter "básica", que pode ser customizada para cada employer.  Pesquisei muito também sobre "job search etiquette", como por exemplo mandar thank you note depois de entrevistas etc.  O site Readysethired.com tem muita coisa bem mastigada. Uma dica ótima de uma amiga canadense que é de RH em Montréal é sempre personalizar a cover letter usando termos que estão no anúncio - por exemplo, se no anúncio diz que vai ter que trabalhar com vários times etc, coloque na sua CL que você é team player - isso facilita o seu CV passar pelo primeiro "crivo" do RH, que chega a receber centenas de CVs pra uma vaga só e não consegue avaliar tudo em detalhes num primeiro momento.

Feito tudo isso, fui acompanhando o mercado ao longo dos meses e cheguei a mandar alguns CVs - o que não adiantou quase nada, os poucos retornos que tive perguntavam se eu tinha autorização para trabalhar no Canadá.  Tive a sorte também de ter passado uma semana em Toronto agora em março, quando aproveitei para entrar em contato com headhunters de lá - acabei tenho 3 reuniões, 2 com headhunters e 1 numa empresa que eu já trabalhei no Brasil.  Foi ótimo, pois entendi um pouco mais sobre como minha experiência é vista, que tipo de emprego posso pleitear, salário etc.

Agora que já estamos a pouco tempo da viagem, fiz algumas alterações importantes na minha estratégia de busca:
- Mudei minha "location" no LinkedIn para Toronto, assim apareço nas buscas dos headhunters de lá
- Comprei uma linha de telefone virtual em Toronto pelo site Virtufon.com.  Está me custando 6 dólares por mês e ela redireciona ligações pro meu Skype e, se eu não atender, configurei o Skype pra transferir pro meu celular aqui no Brasil (tem que colocar crédito no Skype, mas é um investimento baixíssimo, certo?)
- Passei a colocar no meu CV esse telefone de Toronto, além do endereço da casa do meu tio que é onde vamos ficar nas 1as semanas por lá.  Dessa maneira, quem lê o me CV não sabe que eu ainda estou no Brasil e não me descarta "automaticamente" por causa disso
- Criei uma conta num site bárbaro chamado JibberJobber.com - esse site permite que você organize os empregos para os quais mandou seu CV, o nome da pessoa, se fez follow up etc.  Uma ferramenta excelente pra ter tudo organizadinho num lugar só.
- Mudei o meu cadastro nos sites de emprego para "authorized to work in Canada", além de atualizar o endereço e telefone
- Com tudo isso feito, comecei a mandar CVs para vagas de meu interesse agora, faltando 2 meses para o embarque.

Essa semana mandei CVs para 12 vagas de meu interesse que vi nesses sites, além do Job Board do LinkedIn e um outro do meu setor chamado CPGConnet (esse também conheci via LinkedIn).

Hoje de manhã mandei CV pra uma vaga e agora de tarde recebi uma ligação da headhunter!  Ela ligou pro meu tel de lá, que transferiu pro meu Skype, que transferiu pro meu celular.  Ela perguntou onde eu estava, expliquei minha situação etc.  Ela até achou que minha pretensão salarial era baixa, ela falou assim "I don't care if you have never worked in Canada - you have over 6 years of experience" - achei interessante, pois todo mundo sempre falando da tal "Canadian experience".  No meu caso tenho sorte de ter sempre trabalhado em multinacionais que são bem conhecidas por lá.  Infelizmente essa vaga de hoje não vai pra frente pois é pra trabalhar em uma empresa na qual eu já trabalhei no Brasil e que não tenho o menor interesse em trabalhar lá de novo - expliquei isso pra HH e ela não ficou lá muito feliz, mas pelo menos tive minha primeira phone interview.

Sei que quem vai como Skilled Worker tem todo apoio do governo para busca de emprego, com cursos, dicas etc.  Mas, pra quem tem inglês (ou francês, no caso) fluentes, sugirou começar a busca desde aqui do Brasil assim dá pra ir fazendo contatos, nem que seja por telefone, com recrutadores de lá. o que, a meu ver, vai acabar diminuindo o tempo de busca total assim que fizer o landing.

My 2 cents :-)

terça-feira, 30 de março de 2010

Entrevistas de emprego em Toronto

Bom pessoal, minha visita a Toronto foi extremamente produtiva. Fiz 3 entrevistas que foram ótimas.

Na verdade, as entrevistas não foram para vagas específicas. Entrei em contato com alguns headhunters que fui selecionando ao longo dos últimos meses através do LinkedIn (quem ainda não tem perfil no LinkedIn corra para fazer o seu e se cadastrar nos diversos grupos de emprego no Canadá para ir acompanhando os posts!). Acabei conseguindo uma na Lock Search Group e a outra na Mandrake. O consultor da Lock acabou de recebendo por apenas 20 minutos e foi bem direto comigo, dizendo que como nunca trabalhei no Canadá etc etc seria melhor buscar uma vaga de assistente do que de gerente. A consultora da Mandrake foi bem mais simpática, mas a conclusão dela acabou sendo a mesma - melhor começar como assistente. Até porque, começar como gerente sem conhecer o mercado pode realmente não ser uma boa. Ambos consultores pediram para eu avisá-los próximo da data da nossa ida para lá, para que eles comecem a me considerar para as vagas.

A outra entrevista, essa a que mais valeu à pena, foi networking mesmo. Fiz entrevista com o antigo diretor de marketing (e atual general manager de outra divisão da empresa) de uma empresa que trabalhei aqui no Brasil vários anos atrás. Eu adorava trabalhar nessa empresa, mas eles fecharam a operação aqui e tive que sair mas, felizmente, eles têm operação no Canadá. Entrei em contato com meu antigo diretor que agora é VP nos EUA e ele me indicou essa pessoa no Canadá. Aí foram outros 500, pois cheguei pra conversar com ele super bem recomendada por esse meu antigo diretor. Ele me recebeu por quase 1 hora, deu várias dicas e me falou que no momento não tem nada lá, mas de repente até setembro aparece algo. E ficou de ir me ajudando com os contatos dele desde agora, assim se aparecer alguma coisa com o meu perfil ele me indica.

Achei que as entrevistas foram super produtivas, pois acabei "adiantando" esses contatos, que provavelmente só faria ao chegar ao Canadá. Quem sabe os astros se alinham e eu consigo um emprego lá rapidinho?

Quanto a voltar a ser assistente, eu não me importo muito. Eu acabei saindo um pouco de marketing de produto para trabalhar com pesquisa de mercado nos últimos anos. Apesar de ter trabalho em super-mega empresas, o mercado não vê isso com muitos bons olhos e aqui no Brasil eu não consigo emprego como assistente pois sou "super qualificada" nem como gerente pois estou há muito tempo "fora do mercado". Espero que mudando pro Canadá consiga voltar pra área que eu AMO!