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terça-feira, 9 de julho de 2013

Enchente gringa!

Olá pessoas,

Ontem São Pedro achou que Toronto é São Paulo e resolveu abrir a torneira por aqui.  Toda a chuva caiu de uma vez bem no horário do rush, o negócio foi feio.




Na hora que eu saí do trabalho 18hs estava chovendo forte, mas achei na minha inocência que ia conseguir
chegar na patinação 19hs.  1 hora de depois, eu ainda estava dando volta perto do trabalho e encontrava todas as ruas ou alagadas ou travadas pq tinha um alagamento mais na frente.  Acabei voltando pro escritório, pois pelo menos tinhamos energia (de gerador), internet, comida etc.  Uma galera acabou voltando também.

Meu caminho pra casa - até parece que eu ia conseguir passar!

Depois de ficar ouvindo rádio com updates até 9 da noite, estava exausta e decidi dormir num hotel aqui perto mesmo.  Reservei pelo Priceline (ligando no hotel queriam $130, no Priceline foi $71) e lá fui eu.  Conferi antes se eles tinham energia.  Poderia ter ido para a casa de amigos aqui perto, mas sabia que o caminho pra lá tinha alagado mais cedo e não queria correr o risco de passar a noite no carro.  Fora que eles também estavam sem energia.

Mas, como enchente gringa é diferente, quem teve paciência e esperou até umas 10 e pouco conseguiu chegar em casa, mesmo quem morava longe.  A água desceu e mesmo demorando bastate o pessoal foi pra casa.  Várias estações do metrô alagaram e o metrô parou pela falta de energia, mas colocaram ônibus pra levar o pessoal (tudo bem que demorou uma eternidade por causa do trânsito).  Até o pessoal que ficou preso num trem que alagou (isso mesmo, um trem alagou!) foi resgatado de bote e chegou em casa - fotos abaixo.

Hoje de manhã, era como se nada tivesse acontecido.  Só algumas regiões ainda sem energia e uma das estações de metrô não funcionando.

Apesar do inconveniente, enchente gringa é assim: pessoal saindo na rua pra ajudar a limpar bueiro, pessoal na chuva avisando os motoristas que as ruas estão alagadas, ninguém ferido e ninguém precisou passar a noite no carro com medo de arrastão.

Vejam como foi:

#spfeelings

Cada um com os seus problemas!

O guarda-chuva era realmente necessário!

A pessoa pega o trem pra ir pra casa


Precisa ser socorrida de bote inflável...

E ainda precisa voltar a pé!


domingo, 7 de abril de 2013

Enquanto isso, no Brasil... O PEC das Domésticas

Imagino que mesmo os que já estão em terras do norte estão sabendo da "PEC das Domésticas" que está entrando em vigor no Brasil - basicamente dá aos empregados domésticos (incluindo motoristas, jardineiros além das "empregadas" em si) todos os direitos dos outros trabalhadores como jornada de oito horas, horas extras, FGTS etc.

Não estou aqui para discutir a quantidade de encargos trabalhistas no Brasil, mas fiquei felizmente surpresa com essas mudanças, pois aos poucos vai acabando com os resquícios da escravidão e, se o Brasil quer ser um país de primeiro mundo, esse é um dos passos.  O que me chocou foram algumas das reações de conhecidos que vi no Facebook, ainda com a mentalidade casa grande x senzala - já tratei de "ocultar" tais pessoas do meu feed de notícias.

Interessante essa capa da Veja, com o marido com "cara de coitado" por estar lavando um reles prato e a chamada "um sinal de quem em breve as tarefas domésticas serão divididas entre toda a família",como se isso fosse o fim!  Pelo menos confirmam que isso é um "marco civilizatório" para o Brasil.

Pois bem, estava pensando nisso ontem de manhã enquanto eu fazia minha própria unha (acompanhada de uma tacinha de champanhe) ao som da lavadora lavando a roupa, da secadora secando, da lava-louça cuidando dos pratos e do "James" limpando o chão!  Confesso que era uma delícia chegar em casa com tudo arrumado, brilhando, cheirosinho etc - eu até poderia ter isso aqui no Canadá, mas não posso pagar.  Como a maioria dos canadenses não pode (ou não quer) ter uma "secretária do lar", nos resta recorrer às maravilhas modernas para ajudar nas odiadas tarefas domésticas - e recrutar os maridos e filhos para entrar na onda também.

O "James" é o nosso robô-mordomo.  Queria um há muito tempo e pesquisei bastante.  Primeiro olhei o Roomba, mas o Roomba é aspirador.  Olhei o Scooba, o Roomba que "passa pano".  Nessas pesquisas, encontrei o Mint - que passa pano seco (sweeps) e úmido (mops)!  Era tudo que eu queria!

Minha santa mãe me deu o James de Natal e têm sido meu fiel escudeiro desde sempre!  Confesso que nunca meu piso esteve tão limpo!

A Joy e a Nina ainda não entenderam muito bem o que faz o James:


terça-feira, 2 de abril de 2013

Canadian Problems – ataque dos papais gansos!


É o famoso “cada um com os seus problemas”.  Ontem chegou aqui na “firma” o seguinte email:



Ontem bem que eu vi os gansos em volta dos carros!  Espero que não resolvam bicar o meu!


quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Lixão no Canadá é cheiroso - e você ainda vai entrar em um!

Olá pessoal,

Enquanto estamos aqui aguardando a snow storm do ano, resolvei escrever esse post que está há muito no meu draft.

Tiramos o piso de cerâmica da sala da nossa casa (o gênio da lâmpada que morava lá antes achou que o Canadá é um país tropical, não lembrou que cerâmica + inverno = piso gelado).  Até aí ok mas, e agora, o que fazer com ele?

No Brasil tínhamos os famosos disque-entulho e, se fosse só um pouquinho, você acabava jogando o seu entulho na caçamba do vizinho.  No Canadá as regras do lixo são super específicas, no website da cidade de Toronto tá tudo explicadinho.  E lá fomos nós para o lixão, digo, transfer station.

Tudo colocado no carro, você paga por kilo.  Na entrada já tem uma placa com o preço e com o que pode e o que não pode.  Custa $10 a cada 100kg - 100kg parece pouco, mas só nós levamos 330kg de piso de cerâmica pra lá!


Aí você pensa, como assim por kilo?  Ha!  Eles pesam o seu carro na entrada e cobram um mínimo no seu cartão de crédito.  Abaixo foto da balança (quer dizer, nem dá pra ver a balança):


Tudo muito organizado, essa é a entrada do lixão:


Como é apenas "solid waste", não tem comida nem nada, o lugar é até cheirosinho...  Mas é tudo "self-service" - você encosta seu carro lá e descarrega seu porta-malas.  


Dentro do prédio do lixão, olhem a limpeza!


Na saída, eles simplesmente pesam o seu carro de novo e você acerta o valor da diferença de peso da entrada vs. a saída.  Simples assim!

No dia que você fizer uma reforma, você ainda vai ter que levar o seu entulho no lixão!



terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Como eu perdi e recuperei o cartão de débito do HSBC 3 vezes!



No post que eu fiz sobre o HSBC há pouco tempo comentei que perdi o cartão de débito 3 vezes.  A pedidos, conto aqui um pouco como foi perder e recuperar o cartão!

As máquinas do HSBC são daquelas que “engolem” o cartão – no Brasil é raro ver essas bichinhas, acho que até por questões de segurança, mas aqui elas estão por todos os lados.  Quando eu vou tirar dinheiro, a máquina do HSBC primeiro “cospe” o cartão, depois entrega o dinheiro.  Ainda pisca uma luzinha e apita, assim você não esquece o dito-cujo lá.  Todas as vezes que perdi o cartão, no entando, estava depositando dinheiro ou cheque – você coloca o envelope, a máquina cospe o recibo e só depois cospe o cartão.  Eu na correria, com a carteira na mão, bolsa na outra, sempre com pressa, esqueci o raio do cartão na máquina não uma, nem duas, mas 3 vezes!

A 1ª vez que perdi o cartão foi no verão desse ano.  Saí do trabalho meio-dia numa 6ª feira, depositei alguma coisa no HSBC e fui fazer uma entrevista de emprego em Mississauga.  Chegando lá, na hora de pagar o estacionamento me dei conta que estava sem o cartão.  Na hora imaginei que tivesse deixado na máquina, liguei desesperada no HSBC – queria ligar na agência pra perguntar se tinham achado mas não conseguia encontrar o número da agência pela internet, acabei caindo no 1-800 deles.  Óbvio que ainda era final de semana prolongado, o rapaz do 1-800 falou que ia suspender o cartão temporariamente até eu confirmar na 3ª feira se eles tinham guardado o cartão lá ou não.  3ª feira, ufa, consegui achar o telefone da agência e o cartão estava lá esperando por mim!  Já fui esperta e anotei o número de telefone da agência no celular.

Na 2ª vez, passei no banco na hora do almoço e de lá fui no Mc.  Chegando no Mc dei falta do cartão.  Já escolada, liguei na agência e a recepcionista já estava com o meu cartão.  Na volta do Mc, passei lá e peguei o cartão de volta, simples assim.  Acho que nem pediram pra ver ID nem nada.

Na 3ª vez foi de noite na agência perto de casa, de novo numa 6ª feira.  Fiquei até encucada pois tinha uma pessoa esperando pra usar a máquina depois de mim e não foi atrás de mim avisar que eu tinha deixado o cartão lá?  Mas saí do banco com tanta pressa também... Bom, dessa vez nem liguei pro banco no final de semana pra tentar suspender/cancelar o cartão, afinal, o dito-cujo tem chip e senha.  Passei lá no final de semana pra procurar o cartão e não achei.  Quando foi na 2ª feira, liguei na agência e estavam com o cartão lá de novo esperando por mim.  A única coisa é que eu tinha que ir pessoalmente buscar naquela agência, mas como o horário não batia pra mim, solicitei outro cartão.  Fui no almoço na agência perto do trabalho, eles me deram um cartão temporário e 1 semana depois o cartão novo chegou pelo correio.

O que me impressionou nesse processo todo foi a minha reação: do desespero da 1ª vez para a calmaria da 3ª vez!  Nada como morar num país com baixa taxa de criminalidade!

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Comprando bebida alcoólica em Ontario


No Canadá, cada província tem uma regra com relação à compra de bebidas alcoólicas.  Se em Alberta dá pra comprar vinho no Costco, em Ontário você está limitado às lojas do governo e algumas (poucas) outras lojas gerenciadas pelas maiores vinícolas.

Tudo isso começou na época da lei seca e a LCBO (Liquor Control Board of Ontario) foi criada em 1927.  Mais ou menos na mesma época, o governo criou um sistema para distribuição e venda de cerveja, que hoje é a Beer Store, cujo controle está nas mãos das maiores cervejarias do Canadá (AB Inbev e Molson).  O negócio de bebidas alcoólicas em Ontario movimenta $8 bilhões de dólares por ano e desses, $1.5 bilhões vão para programas pagos pela província como saúde e educação.  Existe uma campanha para acabar com o monopólio da LCBO principalmente para que produtores menores consigam vender seus produtos, mas esse é um assunto polêmico e já estamos há 85 anos com a lei, sabe-se lá quanto tempo vai demorar pra mudar.  Quem tiver interesse, há um relatório bem interessante no site do governo http://www.fin.gov.on.ca/en/consultations/basr/report.html

Eu particularmente gosto da LCBO e da Beer Store.  Como tudo nessa vida, o ser humano acostuma.  No começo era meio estranho ter que programar minha compra de bebidas e ter sempre um estoque em casa (foi convidado pra casa de alguém de última hora num feriado?  Impossível achar uma loja de bebidas aberta!), e eu gosto do fato de o preço ser tabelado, então não é preciso ficar fazendo pesquisa como fazia no Brasil.  Apesar dos impostos do Canadá, vinho por aqui ainda é mais barato do que no Brasil, mesmo vinhos argentinos, que deveriam ser beneficiados pelo Mercosul.  Cerveja em geral já é bem mais caro que no Brasil, até porque aqui há um preço mínimo que pode ser cobrado pela cerveja (e, convenhamos, acho que as próprias cervejarias não se interessam em baixar o preço, já que eles são donos do monopólio).  Outras bebidas (hard liquor) são bem caras aqui se comparado com preço nos EUA e no free-shop.  Tanto que quanto você faz uma festa em casa, é super comum o BYOB - bring your own booze, ou traga sua própria bebida.  Simplesmente é impossível sustentar bêbado por essas bandas, então o dono da festa normalmente tem um pequeno estoque e os mais bebums têm que trazer o que quiserem "entornar" a mais.

A LCBO tem mais de 600 lojas em Ontario.  Eu ADORO comprar vinho com carrinho de supermercado – pois é isso que essas lojas são, supermercado de vinho, loja de brinquedos para adultos!  A loja mais bacana da LCBO em Toronto é a loja Summerhill, que fica dentro de uma antiga estação de trens!  A loja é linda, tem muita variedade e também um tasting bar, onde você pode provar alguns vinhos antes de comprar.  Eles têm espaço para eventos mas eu infelizmente nunca fui a um!  A LCBO tem uma app bárbara pra iPhone, onde você consulta o nome do produto e já vê em qual loja tem estoque.  Ele também mostra rapidamente o horário de funcionamento das lojas e qual a loja mais perto da sua localização – importante se você está em uma parte da cidade que não conhece.  Além de vinho, a LCBO também vende cerveja e todos os outros tipos de bebida.  Agora no final do ano, aparecem todos os “kit-presente”, que são uma graça!

Fachada LCBO Summerhill

Hall principal - LCBO Summerhill

LCBO  Summerhill

A BeerStore é mais feiona e tem “cheiro de bêbado”.  Isso porque as BeerStore operam o programa de reciclagem, então todas as lojas recebem garrafas de vinho e cerveja usadas – e por isso fica aquele cheirinho de cerveja derramada.  As BeerStore não são muito agradáveis de se comprar – em muitas delas não há produtos em display, apenas uma parede (foto abaixo) com uma lista dos produtos e preços, você tem que decidir rápido pra não segurar a fila atrás de você.  O programa de reciclagem é outra coisa que você se acostuma por aqui – paga-se 10 centavos por garrafa/lata de cerveja e 20 centavos por garrafa de vinho e outras bebidas de depósito que é devolvido se você devolver a garrafa.  A gente nem devolve tanto pelo dinheiro, mais pela consciência ecológica mesmo.  O programa de reciclagem da Beer Store é um dos melhores do mundo, então precisamos fazer a nossa parte.  Em casa temos o nosso Bottle Bin pra organizar as garrafas





A outra opção para comprar vinho é em lojas das próprias vinícolas de Ontário.  A maior rede é a Wine Rack, que é da Vincor, dona de várias vinícolas por aqui.  O bom da Wine Rack é que os horários são mais flexíveis que da LCBO (várias lojas ficam abertas até 11 da noite – já precisei em emergências!), o ruim é que só vende vinhos de Ontário.  Muitos vinhos produzidos aqui são bons, mas no geral o custo x benefício não vale comparado a vinhos argentinos, por exemplo.



Quem vai visitar vinícolas em Niagara-on-the-Lake e outras regiões também pode comprar nas lojinhas – muitas vezes os vinhos vendidos lá não estão disponíveis na LCBO.  Quando fomos na Jackson-Triggs pegamos uma promoção excelente de icewine, a $25 por garrafa.  Um dado de 2004 diz que Ontário tem 120 vinícolas!

Quando viajamos sempre trazemos bebida de volta.  Aqui não é aquela alegria do Brasil com freeshop na volta (inclusive, no aeroporto de Toronto não há freeshop na volta) – o limite é 1.5 litros de vinho OU 1 litro de hard liquor OU 24 garrafas de cerveja – e tudo isso se você tiver ficado no mínimo 24 horas fora do país.  Quando fomos pra Cuba trouxemos 1 garrafa de rum cada e nas viagens pra Argentina e Alemanha também trouxemos vinho.  Tive que pesquisar muito pra saber, afinal, qual era o imposto cobrado se eu trouxesse mais do que minhas 2 garrafas, e descobri que para vinho é 40% (para hard liquor é muito mais, não vale à pena passar da quota).  Das duas vezes que trouxe a mais declarei e das duas vezes os oficiais me deixaram passar sem pagar imposto, acho que ficaram com preguiça, ufa!

Ah, tanto a LCBO, quanto a Wine Rack quanto a Beer Store têm bebida gelada!

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

The Official Canadian Temperature Conversion Chart:

Para descontrair enquanto o inverno não chega...

The Official Canadian Temperature Conversion Chart:

50 Fahrenheit (10 C) 
Californians shiver uncontrollably. 
Canadians plant gardens. 

35 Fahrenheit (1.6 C)
Italian Cars won't start
Canadians drive with the windows down

32 Fahrenheit (0 C)
American water freezes
Canadian water gets thicker.

0 Fahrenheit (-17..9 C)
New York City landlords finally turn on the heat.
Canadians have the last cookout of the season.

-60 Fahrenheit (-51 C)
Santa Claus abandons the North Pole.
Canadian Girl Guides sell cookies door-to-door.

-109.9 Fahrenheit (-78.5 C)
Carbon dioxide freezes makes dry ice.
Canadians pull down their earflaps.

-173 Fahrenheit (-114 C)
Ethyl alcohol freezes.
Canadians get frustrated when they can't thaw the keg

-459.67 Fahrenheit (-273.15 C)
Absolute zero; all atomic motion stops.
Canadians start saying "cold, eh?"

-500 Fahrenheit (-295 C)
Hell freezes over.
The Toronto Maple Leafs win the Stanley Cup

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Yes, nós temos panettone!

No Brasil, quando começava a aparecer panettone nas lojas já sabia que estávamos perto do Natal (não ultimamente, pois já em setembro estão chegando nas lojas).

Anyway, nessa minha vida gringa já tinha até esquecido da existência do mesmo - não que já não tenha visto por aqui, inclusive comprei nos anos anteriores, mas simplesmente varreu-se-me da memória, como diz a minha mãe.

Eis que se não quando aparece hoje aqui na "firma" o dito-cujo:


Eu e a outra brasileira que senta do meu lado saímos correndo.  Detalhe que nem gosto tanto, é mais pelas memórias que ele traz.  A Simone é super "diet", não come nada de doce, e pegou um pedação!  A maioria dos canadenses fez careta, mas o bicho desapareceu em 10 minutos.

Obrigada aos imigrantes italianos no Canadá por fazerem um panettone mais gostoso e mais barato que o da Bauducco!  Por aqui, um bichinho desse de 900g custa uns $5.50 - um Bauducco de 1kg no Pão de Açúcar.com sai R$29,95!  Socorro!!!!

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Motoristas em Toronto têm que ter bola de cristal pra saber onde podem estacionar!

Post de utilidade pública!

Eu detesto gastar dinheiro à toa, então na viagem que fizemos semana passada ao invés de estacionar num estacionamento perto do aeroporto que ia me custar mais de $100 além do tempo pra esperar o shuttle etc, decidi parar na rua do nosso cumpadre e pegar um táxi de lá.  Ele mora "a $20 de táxi" do aeroporto, numa rua super tranquila, então saia mais rápido e mais barato estacionar na frente da casa dele e pegar um táxi.

Pedi pra ele confirmar se eu poderia estacionar lá na rua, se não tinha nenhuma placa nem nada (dá até nó na cabeça pra conseguir processar as informações nos postes aqui - alguns chegam a ter mais de 6 placas, como na foto ao lado).  All clear na rua do cumpadre, assim o fizemos.

Na volta, fomos gentilmente recebidos com uma multa!  A multa diz que a infração foi "Park longer than three (3) hours".  PQP, não tem placa dizendo nada!  Tenho que ser adivinha agora?  Fiquei p. da vida, pois imagino que um vizinho dele tenha chamado o pessoal pra multar, pois a rua dele é deserta, só passa raccoon e olhe lá.  Pelo menos a multa é só $15 e não dá pontos na carteira (e mesmo com a multa ainda saiu mais barato que parar no estacionamento do aeroporto).

Eu comentando isso com uma colega de trabalho e ela disse que a mesma coisa aconteceu com a irmã dela, que ela contestou a multa, teve que ir no juiz e não adiantou, que aparentemente tem uma regra que diz que não se pode parar por mais de 3 horas nas ruas, mesmo que não haja nenhuma placa dizendo isso.

Eu inconformada continue googlando e eis que encontro no site da prefeitura da cidade:

Q.What are the rules for parking on the street in Toronto?
A.In the City of Toronto, a three-hour limit exists on public roads where no other parking regulations are posted. Signs advising visitors to the city of this regulation are posted at the access points to the city and when exiting from a Provincial highway. It is very important, therefore, to check signage before parking on any street in Toronto.


Aff!  Ou seja, você tem que ter bola de cristal!  Pois em nenhum momento quando tirei carteira de motorista em Toronto ou mesmo licenciei o carro recebi um livrinho de regras dizendo isso.  Na minha cabeça sempre foi "se não tem placa, é porque pode estacionar".  Acabei descobrindo "the hard way" e estou $15 mais pobre!

Fico até com medo agora de quais outras "hidden laws" podem estar por aí, assim como medo de estacionar em qualquer outra cidade.  Lembro de ver algumas placas realmente, mas sempre pensei que fosse só no inverno por conta da limpeza das ruas quando neva.  Bom, agora aprendi!







quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Só no Canadá VI - para compensar por greve, passageiros terão ônibus grátis por 2 meses!

Deu no OiToronto! http://www.oitoronto.ca/19983/passageiros-do-onibus-yrtviva-poderao-usar-o-servico-de-graca-por-dois-meses/

Depois de 3 meses de greve (só no Canadá mesmo!), para compensar os passageiros pelos transtornos, a passagem será grátis por 2 meses no sistema de ônibus da York Region, que fica ao norte de Toronto.  Inicialmente seria 1 mês grátis, mas em consideração aos passageiros a empresa vai dar 2!

Greve de ônibus tem em todo lugar, mas passagem grátis por 2 meses como pedido de desculpas, só no Canadá!

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Placas curiosas na Queen St. East

Post leve para alegrar a sexta-feira!

Andamos sempre pela Queen St. East aqui em Toronto e, concidentemente, 3 nomes de empresas chamaram a minha atenção pelo o que seria o significado dos nomes em português.
No sentido oeste-leste:

1 – Mijo:  Empresa de pós-produção de cinema/TV.  O nome vem da junção de Michael e Joel, fundadores da empresa em 1978.  Pena que naquela época não havia Google!






2 – Florabunda: Uma floricultura de bairro que aparentemente tem arranjos bacanas.  Sempre dou uma risadinha quando passo em frente!





3 – Titika: maior fabricante de roupas de ginástica para mulheres do Canadá (de acordo com o site deles).  O nome veio de uma das donas olhando seu filho de 3 anos pulando pra cima e pra baixo e repetindo a palavra “titika”!


domingo, 4 de setembro de 2011

Toronto - a Hollywood do Norte!

Olá leitores,

Todos preparados para o final do verão?  Extra-oficialmente o verão acaba amanhã, feriado de Labour Day, essa semana tivemos alguns dias de "águas de setembro fechando o verão" com chuvas no final do dia.  É o ciclo da vida!

Hoje estou aqui para falar um pouco da Hollywood North, a.k.a. Toronto!  Eu já sabia que muitos filmes e programas de TV eram filmados no Canadá, especialmente em Toronto e Vancouver, pelo incentivo que o governo dá a essas produções e custos menores que nos EUA.  Toronto tem até carro de polícia de Nova York para alugar!

A Laila do blog Whole Wide World fez um post muito legal esses dias sobre as séries de TV filmadas por aqui.  A Rafaela do Projeto Racoon também fez um post sobre as gravações lá em Vancouver, agora chegou a minha vez de falar um pouco do que temos visto.

A cidade de Toronto tem até um Film and Television Office, que fornece os permits para as gravações pela cidade.  Por acaso, aqui perto do nosso prédio é um lugar super popular para filmagens.  Durante o inverno tivemos uma gravação de um filme de Papai Noel que agora não me lembro o nome.  Aqui em volta do quarteirão ficava cheio daqueles trailers/caminhões de filmagem com os permits da cidade no retrovisor (até porque é proibido estacionar por aqui).  Nessa temporada primavera/verão, tivemos vááárias filmagens aqui na vizinhança.  Vou escrever um pouco sobre algumas:

- Total Recall: é o remake do Vingador do Futuro.  Esse filme está sendo inteirinho filmado em Toronto (no mesmo estúdio onde foi filmado o Battle of the Blades) além das cenas externas.  Pra uma perseguição de carros voadores, fecharam um parte de uma das principais avenidas, a Lakeshore  Boulevard, inclusive em dia de semana.  Apesar de ser super inconveniente para o trânsito (óbvio), numa enquete num site de notícia o pessoal ficou dividido, 50% dizendo que achava ok o fechamento da rua, até porque só ano passado essa indústria trouxe mais de 1 bilhão de dólares para a cidade.  Eu achei que a filmagem já tinha acabado e outro dia andando na rua aqui de casa com a Joy e a Ellie (cachorrinha dos nossos amigos que estávamos dog sitting), chegamos na Lakeshore e fomos surpreendidos pelos carros voadores!




- Avisos de filmagem: agora em agosto chegamos ao ponto de termos 3 avisos de filmagem no mesmo dia no nosso prédio. Quando eles fazem filmagem na vizinhança, as produtoras colocam avisos nos prédios avisando se vão fechar ruas etc etc e já pedindo desculpas pela inconveniência.  Tem de tudo: filme, comercial, série de TV...


Por algum motivo a vizinhança aqui de casa é super requisitada pra filmagem.  O interessante é que não é sempre no mesmo lugar, cada filmagem é em uma locação diferente, mas tudo aqui no miolinho.

- Assassinato de mentira: outro dia voltando de carro do trabalho resolvi pegar um "atalho" numa rua pequena aqui do lado e de repente me vi parada no trânsito, cheio de carro de polícia etc etc.  Tentei desviar mas a rua era mão única e acabei tendo que esperar pra passar.  Essa esquina não é, digamos, das melhores da cidade e quanto vi aquela fitinha amarela do "Police Line Do Not Cross" já achei que tinha sido algum assassinato, mas estranhei o fato de não ter carros dos canais de TV em volta.  Só quando eu cheguei bem pertinho é que vi as câmeras e notei que era uma filmagem e o assassinato de mentira (ufa!).  Mas confesso que no prédio não tinha nenhum aviso sobre essa filmagem, senão eu não teria pego o tal atalho!




Confesso que é super divertido ver essas filmagens, mas preciso começar a prestar atenção nos filmes pra reconhecer os locais!

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

1 ano de Canadá e sem notícias do consulado...

O ticker aqui do blog não mente!  Semana passada completamos 1 ano desde a nossa chegada em Toronto!

Aproveitamos a data para relembrar tudo que passamos e conquistamos até agora nessa jornada.  Foi um ano (dois no caso, desde a decisão de imigrar) de muitas mudanças e conquistas e a data só veio nos ajudar a lembrar o quão acertada foi a nossa decisão.

Enquanto isso, continuamos aguardando notícias do consulado sobre o nosso processo de Skilled Worker.  A data que o consulado nos deu foi 30/6 e já estamos quase em 30/8 e nada.  Quando o marido estava no Brasil, enviou o Sedex com uma cartinha perguntando a quantas andava o processo (seguindo sugestão da Maria João que foi divulgada nos outros blogs) e até agora nada.  Tivemos alarme falso do e-Cas tracker dizendo que havia mudado o nosso status por lá mas continuamos com documents received.  Semana passada enviamos um e-mail para o consulado dando uma de "migué" perguntando se precisavam de alguma coisa, dizendo que estávamos aqui com visto de estudante e pedindo uma previsão já que se for atrasar muito vamos precisa providenciar outro visto e a resposta foi o básico "seu processo está na fila da análise" - nem uma previsãozinha sequer (pelo menos o pessoal do Québec está com a previsão 14 meses, Skilled Worker nada).  Meu marido até entrou em contato com a Maria João perguntando se ela tinha mais alguma dica e ela prontamente respondeu, mas dizendo que não há nada a fazer a não ser aguardar.  Então, aguardemos!

De presente de 1 ano de Canadá peguei 3 pares de esquis na rua!  Estava voltando do dentista e parei no farol, olhei pro lado e vi vários esquis e poles na calçada.  Parei o carro da rua de baixo e voltei correndo lá pra olhar em que estado eles se encontravam etc.  Morrendo de vergonha pois nunca tinha feito isso antes, até que a dona da casa aparece e fala "good for you".  No fim fiquei conversando com ela um pouco, ela contou que os esquis eram dos filhos que já não moram mais com ela e vivem comprando esquis novos.  Agradeci a generosidade e acabei voltando pra casa com 3 pares - 2 que estavam com os bindings (os ferrinhos que prendem os esquis nas botas) mas são um pouco antigos, e 1 que tinha cara de ser mais novo.  Peguei também 2 pares de poles e ainda deixei lá mais uns 3 pares de esquis e 3 de poles.  Não entendo nada sobre esquis em si (não sei realmente avaliar a qualidade/estado dos que peguei) e da última vez que fui esquiar quebrei o braço e precisei operar duas vezes, mas considerando que agora moramos nas terras geladas do norte achei uma boa oportunidade de talvez voltar a esquiar (agora com mais prudência).  E no final, se depois a gente não quiser mais os esquis, colocamos de novo na calçada e tenho certeza que eles encontram um novo lar rapidinho!

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Só no Canadá IV - Venda de milho self-service na beira da estrada

Olá leitores!

Hoje escrevo de agradáveis 22 graus - para as próximas 2 semanas não temos previsão de temperatura máxima acima dos 27 graus, o que é um alívio!  O calorão todo estava de arrepiar, ninguém merece!

Final de semana passado fomos até a região de Ottawa num festival numa cidadezinha lá perto.  Da capital vimos pouco, mas o suficiente para ficarmos encantados com o "big town, small town" feel.  Assistimos o Sound and Light show no Parlamento que foi bárbaro, recomendo!  Todas as noites durante o verão.

Agora fiquei na vontade de voltar no inverno pra ver a cidade com calma e para patinar no Rideau Canal - é o sonho de todo patinador!  Conversamos com uma moça que contou que o chefe dela vai patinando pro trabalho todo dia no inverno!

Ottawa à parte, o assunto desse post é mais um da série Só no Canadá.  Bom, nesse caso eu confesso que vi algo parecido na Suécia, mas vocês entendem o "espírito" da coisa, certo?

Deixamos a Jojo com uns amigos no final de semana.  Como agradecimento, diz a boa educação que devemos levar alguma coisa, certo?  Só que um deles é de Ottawa, então souvenirs estavam foram de cogitação.  Quando vi uma barraquinha na estrada vendendo sweet corn na hora me lembrei que eles adoram milho, então ficamos atentos pra parar na próxima barraca e comprar Ontario-grown sweet corn.  Quilômetros e quilômetros depois, já quase parando no Wal-Mart pra comprar, vimos a singela banca da foto abaixo:


Não só não havia ninguém pra controlar quanto cada um pegava de milho e pagava, como o "cofrinho" era aberto - nós não tínhamos trocado e simplesmente abrimos e pegamos nosso troco.  Havia mais de $60 dólares lá dentro, tudo bonitinho.  Conosco parou uma outra pessoa que também pegou sua 1 dúzia de milho e deixou os $4.50 lá - ah, o "serviço" era tão bom que tinha até sacolinha plástica!

Nossos amigos ficaram suuuuper agradecidos.  Levamos 8 pra eles e ficamos com 4.  Se você comer o milho puro ele é realmente docinho, mas é só passar uma manteiga e um salzinho que fica igualzinho ao milho da praia no Brasil.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Só no Canadá III - a estrutura para combater o calor!

Já viram que gostei do tema "Só no Canadá", certo?  Estou agora passando os dias pensando em posts legais que façam parte desse tema.

Como vários blogs comentaram, nessa 5a feira aqui em TO tivemos o dia mais quente do ano, quando a sensação térmica chegou a 49 graus (acompanhei o dia todo e não passou da marca dos 50 não, rs rs rs).  Eu que sou de Santos acho que nunca havia sentido tanto calor - felizmente foi por pouco tempo, pois estava no ar-condicionado grande parte do dia.

A previsão do tempo aqui é bastante precisa, então vários dias antes já sabíamos que o calorão estava pra chegar.  Quase todo verão passa um "heat wave" desses pelos EUA e Canadá e as consequências podem ser desastrosas principalmente para as pessoas de idade e aqueles que não têm acesso a ar-condicionado (lembrem-se que o Canadá é o país onde as escolas não permitem que as crianças brinquem do lado de fora com temperaturas acima de 30 graus, mas as crianças brincam lá fora em temperaturas abaixo de zero sem problema nenhum!).

Quando temos "extreme heat alerts" a cidade de Toronto coloca em operação vários Cooling Centres, locais onde a população pode ir para se refrescar no AC e recebe uma bebida gelada, além de dicas de como combater os efeitos do calor.  Até os pets são bem vindos!

Várias das piscinas públicas ficaram abertas até a meia-noite na 5a feira.  Eu aproveitei e na saída do trabalho fui até umas das piscinas que fica em frente ao lago Ontário, a Sunnyside.  Eu tinha ido até lá no sábado e, pasmem, na 5a 8 da noite tinha mais gente que sábado, tinha até fila pra entrar!  Surpreendentemente a água não estava quentinha (no Brasil quando faz muito calor durante o dia a água da piscina normalmente fica bem quentinha de noite) mas com o calor que estava fazendo foi ótimo dar um mergulho.  Quando saí de lá 9 da noite a fila continuava e no caminho pra casa passei em frente a outra piscina pública e vi famílias inteiras de toalha na mão indo pra lá.

Pra quem não tem AC em casa é realmente um sofrimento, pois aqui as construções são feitas para manter o calor por conta do inverno, e muitas casas/aptos têm janelas muito pequenas ou que quase não abrem.  Eu fiz questão de alugar um apartamento com AC (passei muito calor quando morava em SP pela falta de AC e por não poder instalar no apartamento para não "estragar a fachada" do prédio) e não me arrependo - bate muito sol no meu apto e o AC entrou em operação já em abril, mantendo a temperatura aqui dentro sempre em 22 graus.

Montréal também sofre os efeitos do heat wave dessa semana e vi na TV que a cidade convocou a polícia para ir batendo de porta em porta nos bairros que mais sofrem com o calor pra ver se está todo mundo bem, dar orientação etc.

De novo, só no Canadá!

terça-feira, 19 de julho de 2011

Só no Canadá II - show to U2 sem empurra-empurra

Olá leitores,

Na sequência dos posts da série "Só no Canadá" e pegando o embalo no post da Lapin-Mère (cuja família, by the way, nos recebeu suuuper bem para um lanche na sua maison em Laval - merci família Lapin!), escrevo aqui um pouco sobre a experiência no show do U2 em Toronto.

Confesso, acho o U2 bacana e tal, mas não pagaria $$ pra vê-los ao vivo, até porque show não faz muito meu gênero (vide post anterior sobre o show do Bon Jovi) e sou bem pão-dura pra essas coisas.  Mas alguns meses atrás minha amiga Ariadne, que mora em Londres e é doente pelo U2, me avisou que viria pra um casamento na semana passada e perguntou se eu iria no show com ela.  Resumindo a história, ela me convidou pra ir no show com ela como agradecimento à minha hospitalidade e por ter ficado de baby-sitter da filha dela enquanto ela foi ao casamento, com a condição que a gente fosse na pista!

Pra quem me conhece sabe que pra eu ir em show em estádio já é algo totalmente fora da minha zona de conforto.  Agora ir na pista!  Sempre fui daquelas que pensava "aff, esse povo é doido, paga um dinheirão pra ficar em pé, espremido, na chuva e no sol, só pra ver os caras por cima da cabeça dos outros - tô fora!".  Mas graças à civilidade canadense e à minha amiga Ari meu conceito está mudando um pouco.

Primeiro precisamos comprar ingresso de cambista pq não tinha mais (o show era pra ter acontecido 1 ano atrás mas foi adiado).  Aqui até cambista é chique, compra-se o ingresso pelo site StubHub, que faz parte da TicketMaster.  Cada ingresso pra pista custava originalmente $57 (sim, você leu certo - cinquenta e sete dólares - só como comparação o preço oficial de pista em SP era de R$180) e como compramos no site saiu $100 cada um + o FedEx - foram entregues na minha casa uns 2 dias depois de ela ter comprado.  Depois, como o show foi numa 2a feira eu não conseguia chegar cedo - a Ari bem que deu uma sondada na fila quando foi visitar a CN Tower mais cedo (o show foi no Rogers Centre, que é bem embaixo), mas como ela estava com a filha dela não dava pra ficar guardando lugar na fila, né?
Teto abrindo

Bom, ela deixou a filha com a babá no hotel e chegou lá umas 5 e pouco.  Quando eu cheguei umas 18hs (parei o carro no prédio de uma amiga que fica perto) havia uma pequena muvuca perto do palco mas a gente não estava a fim de se espremer (eu confesso que estava com medo - a filha do meu dentista morreu num show lá em Santos num empurra-empurra e eu fiquei traumatizada).  Ficamos lá fazenho hora, curtindo a "fauna" de pessoas (nossa, como tem gente estranha!), vimos o teto do Rogers Centre abrir às 19 hs (foi bárbaro, nunca tinha visto o "processo" de abertura - até isso é bacana, quem chega cedo não precisa ficar com a cabeça tostando no sol pq o teto está fechado!), observando os brasileiros que adoram se fantasiar de brasileiros no exterior (o povo curte uma camisa da seleção, né?)...

Acreditem: eu estava no meio do povo.  Quem diria!
Chegando perto da hora do show nos arrependemos um pouco de não termos ido mais pra frente, pois o local onde estávamos começou a ficar bem cheio e prejudicou um pouco a nossa visão, mas aí já era tarde.  Nós já preparadas para aquela massa empurrando todo mundo pra mais perto do palco assim que começasse o show e uma canadense do nosso lado ficou falando "ninguém faz isso não" - enfim, é ver pra crer.  Visto: começou o show e ficou todo mundo no seu lugar, alguns apenas pulando um pouco, ABSOLUTAMENTE NADA DE EMPURRA-EMPURRA!  Ficamos perplexas!

Mais pro meio do show um povo que já tinha bebido um pouco demais começou a encher um pouco a paciência, mas nada que atrapalhasse a experiência.  A Ari adorou, gritou, chorou etc - eu achei muito bacana mas acabei saindo de lá com torcicolo de tanto fazer movimento pra olhar o telão, rs rs rs.

A CN Tower também assistiu!
A Ari é uma amiga super internacional, mora em Londres, fez MBA na França e já está no 5o passaporte por falta de páginas nos anteriores (!) e ficou simplesmente ENCANTADA com Toronto e o Canadá.  Isso pra mim foi ótimo, pois às vezes achamos TO meio provinciana e tal, nada como vir alguém de fora para novamente ressaltar as qualidades da nossa nova cidade.  Na hora que ela me viu no aeroporto já falou "estou adorando o Canadá" - e eu respondi "mas você só está aqui há 40 minutos"!  Dá pra ter uma noção, né?

De novo, só no Canadá!

domingo, 19 de junho de 2011

Como melhor aproveitar as promoções dos supermercados

Olá queridos leitores,

Mais um sumiço básico, estou vendo que a frequência de posts aqui no blog está ficando em 2 por mês mesmo.

Hoje mais um post que estou planejando escrever há tempos e acabei me animando mais por ter saído um post parecido no OiToronto (recomendo a leitura, é muito bacana).  Como eu trabalho numa empresa de bens de consumo, estou aprendendo muito sobre supermercados aqui no Canadá e as estratégias deles.

O varejo alimentar no Canadá é bastante desenvolvido e um dos mais concentrados do mundo, onde  aproximadamente 80% das vendas estão nas mãos dos 5 principais players (Loblaws, Metro, Sobey's, Wal-Mart, Zeller's), o que é diferente do Brasil onde apesar do Grupo Pão de Açúcar, Carrefour e Wal-Mart serem os principais varejistas, a importância das lojas médias, redes regionais e lojas pequenas é muito maior.  Outra particularidade do Canadá é o alto desenvolvimento dos produtos de marca própria (até uma consequência da alta concentração do varejo) - todos os grandes varejistas têm suas marcas próprias e dá pra montar supermercados inteiros só com esses produtos, por exemplo.

EDLP (Everyday Low Price): Essa é a estratégia do Wal-Mart, por exemplo, preços baixos todos os dias.  Os preços médios do WM são normalmente menores que dos outros supermercados - além disso, eles cobrem o preço dos fliers dos outros supermercados (pra quem tem paciência pra fazer isso).  O  Safeway também tem estratégia EDLP, mas esse supermercado não conheço tão bem pois está principalmente em Western Canada.  Confesso que compro pouco no Wal-Mart - apesar de os preços serem bons, eles não tem tanta variedade de "groceries", pois grande parte da loja fica pra parte de roupas, eletrodomésticos etc (o formato do WM oficialmente é "mass merchandiser"), e fora que tem sempre uma fila gigante pra pagar.

High-Low: O próprio nome já diz, a estratégia é alguns dias (e alguns produtos) estarem com preço alto mas, quando entram em promoção, a diferença é significativa.  Praticamente todos os outros supermercados estão nessa categoria.  Podemos subdividi-los em dois formatos: Conventional e Hard Discount.

- Conventional: aqui entram as lojas como Loblaws, Metro e Sobey's (principais bandeiras - ou banners - do Canadá).  Essas lojas são normalmente bem bonitas com bastante variedade de produto.  A questão é que os preços são no geral mais altos, com excessão aos produtos que estão no flyer da semana.  A maioria das casas recebe os fliers dos supermercados da região às 5as feiras, mas se você quiser mesmo saber se está pagando o menor preço, há vários sites que englobam os fliers (flyerland.ca é um deles).  Eu acabo indo bastante no Loblaws pois os produtos congelados da President's Choice (marca própria da empresa-mãe, LCL) são muito bons.  Já o que eu não gosto do Loblaws é a estratégia deles de ter apenas 1 ou 2 produtos por categoria e a marca própria, o que acaba limitando a quantidade de produtos disponíveis pra quem quer variedade.

O Sobey's tem as lojas Sobey's Urban Fresh que são bem pequenininhas em downtown - são como mini Pão de Açúcar chiques - mas são caríssimas.  Infelizmente ainda não fiz compras num Sobey's normal, pois não tem nenhum perto de casa ou do trabalho.

O Metro fui algumas vezes e gostei, acabo não indo tanto pois também não tem perto de casa ou do trabalho.  O Zeller's nunca fui, mas essa rede foi vendida pro Target que vai fechar todas as lojas e reabri-las como Target a partir de 2012.


- Hard Discount: Esse é o segmento que mais cresce no Canadá e as principais bandeiras são o NoFrills, Food Basics e PriceChopper (que agora está virando FreshCo).  Eles fazem parte, respectivamente, das redes LCL (Loblaws), Metro e Sobeys, portanto não se surpreenda se encontrar os produtos de marca própria do Metro numa loja Food Basics.  Esse é um formato pouco conhecido no Brasil, agora o CBD está transformando as lojas do que era o Barateiro (CompreBem) em algo assim e o Carrefour tem o Dia %.  Os "hard discounts" também trabalham com High-Low, mas a estratégia deles é ter preços bastante atrativos nos produtos básicos (chamados staples) como leite, ovos, frutas e verduras.  Esses formatos são muito populares com os imigrantes e todos estão de olho em atrair essa população pras lojas - dependendo do bairro, o NoFrills vai ter produtos chineses, indianos, o FreshCo vai ter flyer especial de algum feriado muçulmano e por aí vai.  Aqui em frente de casa tem o que já me falaram que é o pior NoFrills que existe, é pequeno, apertado, sujo, tem fila enorme e, pior, quando o produto sai no flyer eles vendem tão rápido que não conseguem repor, então as prateleiras ficam vazias.  Além disso, o NoFrills tem menos opções de marcas e variedade (até para manter os custos baixos).  Perto do meu trabalho temos um NoFrills mais bacana, então eu acabo indo lá para comprar coisas básicas como produtos de limpeza, Coca-Cola etc.

Independentes: não consegui pensar em um nome melhor, mas esses seriam os supermercados que não fazem parte das grandes redes.  Aqui em Ontario temos por exemplo o Longos e o Rabba.  Eu particularmente gosto bastante dessas lojas pois, apesar de serem menores que um Loblaws, por exemplo, eles mantêm uma variedade muito maior de produtos, sabores etc, mas os preços em geral são um pouquinho mais altos.

Warehouse Clubs: o principal do gênero aqui no Canadá é o Costo, vide esse post.

Lojas Étnicas: em um país de imigrantes como o Canadá, nada mais natural do que os diversos grupos terem seus supermercados.  Eu como brasileira me surpreendo com a organização das comunidades principalmente indiana e chinesa, já que não temos nada parecido para brasileiros.  A principal rede de supermercados chineses é a T&T, que recentemente foi comprada pelo Loblaws.  As lojas são limpíssimas e cheias de produtos asiáticos, com algumas particularidades para nós brasileiros como um substituto do Yakult, por exemplo.  Eu sempre vou ao T&T comprar sushi (inclusive comprei as bandejas de sushi deles para o meu aniversário), mas o pessoal gosta de ir principalmente pelos preços das frutas e verduras, que em geral são muito mais baixos que em lojas convencionais.  Existem outras lojas grandes chinesas em bairros específicos, outras importantes aqui na região são o Oceans e o FoodyMart.  As lojas indianas normalmente são menores mas não deixam de ser curiosas.  Para as necessidades brasileiras básicas de cada dia (mistura pra pão de queijo, Nescau, biscoito de polvilho, suco de caju, Guaraná Antarctica e afins), em Toronto recorremos principalmente aos dois açougues portugueses que também funcionam como mini-mercado, o Nosso Talho e o Rui Gomes, um pertinho do outro.  É até triste ver o tamanho dessas lojas comparadas aos chineses e indianos, mas isso é apenas resultado da população infinitamente menor e de o fato de brasileiros se adaptarem rapidamente à cultura local e de já sermos um país ocidental.

Eu como adoro supermercado e não consigo achar tudo que eu quero na mesma loja, então acabo indo a várias diferentes para comprar tudo.  Acho que acabo indo uma vez por mês no Costco, uma no Loblaws, uma no Longos e uma no NoFrills.  Supermercado é muito tentativa e erro e o gosto pessoal de cada um.  Fiquei curiosa agora em saber quais os supermercados preferidos de vocês!

quarta-feira, 1 de junho de 2011

CN Tower "atacada" pelos raios

Essa semana tivemos uma tempestade aqui em Toronto que impressionou pelos raios.  Da varanda aqui de casa vimos vários cortando o céu - até pensei "pena que não tenho equipamento pra fotografar a tempestade", pois não tenho tripé.  Enfim, outros fotógrafos felizmente têm e mandaram suas fotos para o Blog TO (http://www.blogto.com/city/2011/05/downtown_toronto_gets_lit_up_by_passing_storm/).  Coloquei duas das mais impressionantes aqui:


quinta-feira, 19 de maio de 2011

Muitos cartões de fidelidade? There's an app for that!


Olá pessoal,

Só um follow-up rápido do post passado.  Pra mim um dos grandes problemas dos programas de fidelidade aqui é ter que ficar carregando os trocentos cartões pra lá e pra cá.  Como isso também é problema para um montão de outras pessoas, algum gênio da informática pensou nisso e criou uma app!  Uma não, várias.  Caí por acaso num artigo do Globe & Mail falando de uma e acabei descobrindo outras:

CardStar - Dá a localização das lojas, telefone e promoções, além de armazenar os cartões
CardMobili - Dá pra incluir os cartões pela internet.  Inclui vários cartões brasileiros como Smiles e TAM Fidelidade
Cineplex - além de dar o horário do cinema (tanto do Cineplex quanto outras redes), você pode adicionar o seu Scene card na app para ganhar pontos ao comprar ingressos com celular e também pra usar para comprar ingresso e pipoca no cinema

Além de armazenar os dados dos programas de fidelidade que falei tem vários outros como de hotéis, locadoras de veículos etc (esses são muito chatos, pois muitas vezes pra ganhar o ponto do hotel na Air Canada você precisa também estar inscrito no programa do hotel.  Cada vez que eu viajo a trabalho acabo fazendo inscrição num novo programa de fidelidade!)

Essas apps são pra iPhone.  Imagino que existam similares pra Android e BlackBerry.

sábado, 7 de maio de 2011

Canadá - o paraíso dos programas de fidelidade!

Olá caros leitores,

Mais um sumiço "básico" faz por bons motivos: final de semana passado estive em Vancouver a trabalho e aproveitei para conhecer a cidade (post e fotos em breve) e estou fazendo um projeto free-lancer além do meu trabalho normal, ou seja, o tempo está escassíssimo (se é que existe essa palavra!).

Faz tempo que estou pensando em escrever esse post pois eu ADORO programas de fidelidade.  E 94% dos canadenses também, pois estão inscritos em no mínimo um programa de fidelidade, é a 2a maior porcentagem do mundo (atrás apenas dos ingleses).  Vou falar aqui um pouco sobre os principais programas disponíveis (sabe-se lá quantos existem!).

Aeroplan: é o programa de fidelidade da Air Canada e com isso ganha-se pontos ao viajar pela companhia e todas as outras empresas da Star Alliance, além de hotéis, aluguéis de carro etc etc.  Mas há alguns anos o Aeroplan se tornou tão grande que hoje é uma empresa separada da AC e você pode trocar suas milhas por tudo o que é tipo de produto (um pouco parecido com o que a TAM está tentando fazer com o Multiplus).  Eu tenho o da TAM há muitos anos e já viajei muito grátis graças a ele, mas morando aqui vale mais à pena começar a juntar no Aeroplan pois em toda esquina ganha-se milhas.  Eu abri minha conta no CIBC e ganhei 10.000 milhas.  Pedi um cartão de crédito, mais 2.500 (isso que só me deram o cartão básico, assim que meu crédito melhorar vou pedir o cartão top pra ganhar outras 15.000).  Vou pedir também um Amex e ganhar mais 15.000.  Fiz o cartão do Costco e ganhei 1.500.  Abasteço o carro só no posto Esso e estou cadastrada pra ganhar 1 milha a cada 3 dólares (não é muito, mas de grão em grão...).  Vou assinar algumas revistas da Rogers pra ganhar mais 1.350 milhas.  Ou seja, várias coisas do dia-a-dia que você faria de qualquer maneira (como encher o tanque) dão pontos.

Air Miles: apesar do nome, não tem nada de "air" nem de "miles".  É um programa de fidelidade operado por uma empresa que não tem nada a ver com nenhuma companhia aérea mas, como o Aeroplan, permite que o usuário junte pontos em vários locais e depois troque por uma infinidade de recompensas.  O interessante é que aqui as pessoas usam o termo "air miles" para programas de fidelidade em geral - quando alguém fala "do you have air miles" elas querem dizer "você tem milhas", mas não necessariamente nesse programa - acho que virou "sinônimo de categoria".  Eu acabei fazendo pois o meu cartão de crédito da empresa junta pontos e, já que é grátis...  Os principais parceiros do Air Miles são os postos Shell, o supermercado Metro e a LCBO (loja de bebidas do governo).  O AM também tem cartões de crédito (do banco BMO e Amex) e mais dezenas de outros lugares todos listadinhos lá no site.

Scene: é o programa de fidelidade da rede Cineplex, a maior rede de cinemas do Canadá.  Ganha-se 100 pontos por cada ingresso de cinema, mais pontos (e desconto) para comprar pipoca e afins na bonbonniére, pontos por alugar filmes online e também indo num restaurante parceiro.  A cada 1.000 pontos, ganha-se um ingresso de cinema.  O Scotiabank tem parceria com eles e tem um cartão de crédito que dá pontos no programa então, quem tem cartão do Scotia praticamente não paga pra ir no cinema, rs rs rs.

Optimum (Shoppers Drug Mart): logo que chegamos, um dia fui na farmácia (que aqui é um mini-mercado com produtos de conveniência também) comprar umas coisas básicas pra casa como algodão, tônico pro rosto, Band-Aid, aspirina e afins que toda casa precisa.  Na hora de pagar a moça me perguntou se eu tinha o cartão, falei que não e perguntei se ela achava que valia à pena e ela falou que sim.  Já naquela compra ganhei 19.000 pontos, já quase perto dos 22.000 que eu precisava para $30 de desconto numa compra na loja.  Na verdade, ganha-se 10 pontos por $1 gasto mais eles fazem muitas promoções como 10xs os pontos, pontos extras por algum produto específico etc (nesse 1o dia não faço idéia porque ganhei tantos pontos, pois não estava prestando atenção nisso ao selecionar os produtos).  A Shoppers é mais cara que supermercados, mas para produtos de higiene e beleza ninguém tem tanta variedade como eles (zilhões de tipos de desodorante, sabonete etc) e se ficar atento às promoções acaba saindo até mais barato que no supermercado normal.  Eles fazem muitas promoções aos sábados e outro dia gastei $50 e ganhei um vale de $20 pra próxima compra!

Outros programas que eu tenho também são o PetPerks da Petsmart (esse não junta pontos, mas eles dão descontos exclusivos na PetSmart e nessas já economizei um belo $$ com a Joy), o Reward Zone da BestBuy (com as compras de computador e TV que fizemos mais uma promoção, ganhamos $75 de crédito na BB), o do Sobeys (que precisei fazer para ganhar os pontos do Sobeys no Aeroplan) e o da livraria Indigo/Chapters (esse é o único que precisa pagar pra participar e pra nós acabou empatando, pois compramos muito menos livros aqui já que na biblioteca eles são grátis, rs rs rs).  Ou seja, tem para todos os gostos.  O único "problema" é que aqui não é só dar o CPF pra juntar os pontos, tem que levar o raio dos cartões nas lojas (excessões são PetSmart e Aeroplan) - ou seja, a carteira vai engordando, engordando... Já vi gente que tem uma carteirinha extra só pros cartões fidelidade (logo logo vou precisar de uma também).

Vale à pena ser fiel!