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terça-feira, 6 de agosto de 2013

Cuidado – HSBC Brasil fazendo downgrade das contas Premier para Advance

O assunto que mais bomba aqui no blog é o HSBC – afinal, com dinheiro todo mundo se preocupa.  Já fiz diversos posts sobre o assunto (é só clicar no tag HSBC para ler todos), mas esse é de utilidade pública.

Minha mãe recebeu uma cartinha no HSBC na casa dela (nosso endereço de correspondência no Brasil) e escaneou pra gente.  Na hora que fui ler, surpresa: Prezado “fulano”, a partir de setembro você será cliente Advance.



Minha reação imediata – PQP!!!  Que saaaaaco!  Até porque, qualquer problema que tenho com o HSBC no Brasil que tenha que falar com o gerente da conta não consigo resolver, pois nunca consigo ligar via Skype, eles não respondem email etc.

Primeiro dei uma olhada pra ver se a conta Advance era tão ruim assim.  Quer dizer, ruim ela não é, mas mudando para Advance perderia os benefícios que me fazem ser cliente HSBC em 1º lugar – transferência entre contas internacionais grátis, cartão de crédito Premier no Canadá, limite de cheque especial, atendimento preferencial etc.  Até me perguntei se, a essa altura do campeonato, já não era melhor desistir do HSBC de uma vez e a minha decisão foi: se não me mantiverem no Premier, vou fechar a conta e acabou.  A questão da transferência de valores hoje não é tão complexa, pois não transferimos mais quase nada e meus pais também tem conta no HSBC Canadá e poderiam transferir pra mim de vez em quanto (ou eu simplesmente usaria meu cartão de débito do Itaú pra sacar aqui ou algo parecido e economizaria a tarifa mensal Premier).

Já sabendo que no HSBC não acontece nada se não falar com o ombudsman,entrei no site do HSBC Brasil na seção fale conosco e coloquei lá a minha reclamação:
  • que nunca havia sido avisada que poderia ter downgrade da conta
  • que o HSBC é meu banco principal no Canadá e movimento a conta por aqui, por isso a movimentação no Brasil é baixa
  • que se o banco se propõe a ser um banco internacional, não pode sair dando downgrade nos clientes sem primeiro verificar todo o histórico
  • que mesmo não movimentando o Itaú Personnalité eles nunca me deram downgrade (o HSBC só me deu o Premier na época pois éramos Personnalité)
  • que não foram explicadas quais consequências essas mudanças poderiam ter no meu status no Canadá
  • que, se não mantivesse meu status Premier, iria fechar a conta e movimentar as minhas finanças através de bancos canadenses e pronto

           
2 dias depois, o gerente da minha conta (que já nem sabia mais quem era) me manda um email dizendo que tentou me ligar e não conseguiu – óbvio!  Pedi pra marcar um horário para ele me ligar, e o cara não retornou.  Tentei ligar a cobrar, via Skype etc e nada.  Mandei outro email reclamando dizendo que era justamente por isso que queria que eles me ligassem, e já aproveitei pra perguntar se queriam que eu mandasse meu holerith do Canadá pra lá (com o dólar a R$2,30, meu salário tá valendo mais ainda em real!).

Hoje recebo uma mensagem do fofo dizendo que não precisa mandar mais nada, que tudo bem.  Acho que devem ter levado um puxão de orelha por lá, mas pelo menos não vão alterar a minha conta (assim espero).  De qualquer maneira, agora tenho tudo por escrito no meu email caso aconteça alguma coisa.

Conforme vamos nos distanciando do Brasil, vai ficando mais difícil gerenciar o pouco que temos por lá.  Agora não consigo mais movimentar a conta brasileira sem entrar pelo site canadense com o token – o token do HSBC Brasil manda uma mensagem pro celular mas, como não tenho celular brasileiro, não posso ter o token!  Felizmente minhas transações hoje em dia são mínimas.  Cartão de crédito no Brasil não temos mais, pois o HSBC já deu downgrade no nosso para um limite de R$100 que não compra nem pão na padaria, e todos os outros acabei cancelando pois estavam querendo cobrar anuidade e hoje tenho cartões no Canadá grátis, não vale à pena pagar para ter cartão no Brasil.


Ficam todos avisados: avisem os parentes que recebem as cartinhas do HSBC para ficarem de olho no possível downgrade!

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Como eu perdi e recuperei o cartão de débito do HSBC 3 vezes!



No post que eu fiz sobre o HSBC há pouco tempo comentei que perdi o cartão de débito 3 vezes.  A pedidos, conto aqui um pouco como foi perder e recuperar o cartão!

As máquinas do HSBC são daquelas que “engolem” o cartão – no Brasil é raro ver essas bichinhas, acho que até por questões de segurança, mas aqui elas estão por todos os lados.  Quando eu vou tirar dinheiro, a máquina do HSBC primeiro “cospe” o cartão, depois entrega o dinheiro.  Ainda pisca uma luzinha e apita, assim você não esquece o dito-cujo lá.  Todas as vezes que perdi o cartão, no entando, estava depositando dinheiro ou cheque – você coloca o envelope, a máquina cospe o recibo e só depois cospe o cartão.  Eu na correria, com a carteira na mão, bolsa na outra, sempre com pressa, esqueci o raio do cartão na máquina não uma, nem duas, mas 3 vezes!

A 1ª vez que perdi o cartão foi no verão desse ano.  Saí do trabalho meio-dia numa 6ª feira, depositei alguma coisa no HSBC e fui fazer uma entrevista de emprego em Mississauga.  Chegando lá, na hora de pagar o estacionamento me dei conta que estava sem o cartão.  Na hora imaginei que tivesse deixado na máquina, liguei desesperada no HSBC – queria ligar na agência pra perguntar se tinham achado mas não conseguia encontrar o número da agência pela internet, acabei caindo no 1-800 deles.  Óbvio que ainda era final de semana prolongado, o rapaz do 1-800 falou que ia suspender o cartão temporariamente até eu confirmar na 3ª feira se eles tinham guardado o cartão lá ou não.  3ª feira, ufa, consegui achar o telefone da agência e o cartão estava lá esperando por mim!  Já fui esperta e anotei o número de telefone da agência no celular.

Na 2ª vez, passei no banco na hora do almoço e de lá fui no Mc.  Chegando no Mc dei falta do cartão.  Já escolada, liguei na agência e a recepcionista já estava com o meu cartão.  Na volta do Mc, passei lá e peguei o cartão de volta, simples assim.  Acho que nem pediram pra ver ID nem nada.

Na 3ª vez foi de noite na agência perto de casa, de novo numa 6ª feira.  Fiquei até encucada pois tinha uma pessoa esperando pra usar a máquina depois de mim e não foi atrás de mim avisar que eu tinha deixado o cartão lá?  Mas saí do banco com tanta pressa também... Bom, dessa vez nem liguei pro banco no final de semana pra tentar suspender/cancelar o cartão, afinal, o dito-cujo tem chip e senha.  Passei lá no final de semana pra procurar o cartão e não achei.  Quando foi na 2ª feira, liguei na agência e estavam com o cartão lá de novo esperando por mim.  A única coisa é que eu tinha que ir pessoalmente buscar naquela agência, mas como o horário não batia pra mim, solicitei outro cartão.  Fui no almoço na agência perto do trabalho, eles me deram um cartão temporário e 1 semana depois o cartão novo chegou pelo correio.

O que me impressionou nesse processo todo foi a minha reação: do desespero da 1ª vez para a calmaria da 3ª vez!  Nada como morar num país com baixa taxa de criminalidade!

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Avaliação do HSBC após 2 anos de Canadá

Muito já foi falado sobre o HSBC em diversos blogs e grupos de discussão, mas vira e mexe vejo gente perguntando de novo opiniões sobre o HSBC.  Essa semana mesmo deu debate sobre o tema em um dos grupos de imigração que participo.  Com mais de 2 anos de Canadá e quase 3 de HSBC, está na hora de dar um parecer atualizado sobre o assunto, visto que o último post completo sobre o HSBC fiz com 6 meses aqui.  Lembrando que a minha conta é no HSBC Premier e pago R$45 de tarifa mensal no Brasil (no Canadá a conta é isenta).


- Transferência entre países: essa é, de longe, a principal vantagem da conta Premier.  Com as contas habilitadas, é só entrar no site e fazer a transferência pelo câmbio comercial, com valor máximo de $2,950 por dia e $15,000 por mês calendário.  O dinheiro entra na conta rapidamente, coisa de poucas horas.  E, se você precisar mais do que isso, pode sacar $500 por cartão de débito por dia (no caso de conta conjunta, $1,000 por dia) da sua conta do Brasil em qualquer caixa do HSBC sem pagar tarifa.

Se você não quiser ou não puder ter conta HSBC Premier, há várias outras formas de transferir dinheiro do Brasil pra cá.  A mais fácil é fazer um wire transfer, como se fosse um DOC entre países - para isso você precisa ter conta aberta em ambos.  Cada banco cobra uma tarifa de wire transfer, já vi variar de $20 dólares a R$110 reais, pesquise no seu banco – a grande desvantagem aqui é que não é pelo dólar comercial, mas pelo dólar turismo, que só aí já dá um prejuízo de uns 10 centavos por dólar.  Se você for deixar procuração pra alguém fazer depois de chegar no Canadá, atenção: a procuração precisa especificar que a pessoa está autorizada a fazer operações de câmbio em seu nome.  Detalhe que normalmente os bancos pedem uma procuração atualizada há menos de 3 meses, então se você pretende fazer várias transferências, o coitado do seu procurador vai ter que ir no cartório de 3 em 3 meses!  Na época que transferimos o dinheiro para comprar a casa, pesquisei outras alternativas incluindo empresas de remessa, e a taxa do dólar para transferência pela internet pelo HSBC ainda assim era a melhor e não precisei pagar tarifa de transferência.

- Histórico de crédito “transferido”:  Só para esclarecer, o seu histórico de crédito no Canadá só vai existir depois de você realmente estar aqui e começar a pagar contas, ter cartão de crédito etc.  De acordo com o site CanadianImmigrant.ca, os bancos gostam de ter pelo menos 18 meses de “clean credit history” para começar a liberar crédito como financiamento de imóveis etc.  A vantagem do HSBC é justamente essa: por considerar o seu crédito “interno” no banco, você chegando aqui tem acesso à produtos que normalmente demoraria 18 meses para conseguir, como uma linha de crédito de até $25,000 com juros de 5% ao ano, cartão de crédito com limite alto e sem ter que fazer um depósito caução.  Mas, que fique claro, o fato do HSBC dar esses produtos pra você não quer dizer que isso vá afetar o seu histórico de crédito canadense, o que vai afetar o seu histórico é como você gerencia essas linhas de crédito, faz pagamentos em dia etc.

- Cartão de crédito sem caução: grande parte dos bancos oferece cartão de crédito para newcomers, mas normalmente com um limite de $1,000 desde que você deixe $1,000 parado na conta como caução.  Agora, quem imigra não tem dinheiro sobrando pra ficar parado por 1 ano sem render, certo?  O cartão do HSBC Premier é grátis, vem com vários seguros (includindo seguro para carro alugado nos EUA e Canadá, seguro saúde de $1 milhão em viagens etc), junta pontos ótimos (já usei várias vezes!) e o seu limite de crédito será de alguma maneira proporcional ao seu limite no Brasil.  Conosco, só conseguimos limite similar ao do HSBC em outros bancos depois de 2 anos de Canadá.

- Cheque entra na conta imediatamente: no Canadá a compensação de um cheque pode levar 5 dias.  Se você tem conta Premier, o dinheiro fica disponível na hora.

- Outros “extras”: coisas pequenas do dia-a-dia, como money order e draft cheque (cheque administrativo) de graça – já precisei dos dois algumas vezes e não precisei pagar nada.  Uma bela mão na roda também é que você não paga $1.50 de tarifa para sacar em caixas eletrônicos de outros bancos, coisa que uso o tempo todo pois HSBC não tem em qualquer esquina.

- Atendimento na agência: no começo não gostamos do atendimento da agência Yorkville em Toronto, que depois nossa gerente falou pra não irmos mais lá porque era ruim mesmo.  Sou muito bem atendida na agência que mais frequento perto do trabalho, não tem fila, consigo tudo que preciso rapidamente – por exemplo, euros para uma viagem sem complicação etc.  Já perdi meu cartão de débito 3 vezes (assunto pra outro post) e fui super bem atendida em todas.

- Atendimento do gerente: as contas internacionais ficam numa central em British Columbia e o gerente da sua conta é de lá.  Isso dá nó na cabeça de alguns funcionários e na hora que quisemos pedir o mortgage quisemos atendimento face-to-face e os gerentes das agências ficaram um pouco de má vontade.  Acabamos não fechando como HSBC pois eles colocaram um monte de burocracia que o RBC não colocou, então fizemos com eles. 

Por todos esses motivos a conta no HSBC Premier valeu e continua valendo à pena pra nós.  Infelizmente o atendimento no Brasil agora que temos a conta parada lá não é dos melhores, mas quando perco minha paciência mando uma mensagem pro Ombusman e alguém me liga rapidinho (fizemos isso aqui no Canadá também e ligaram no mesmo dia).   Conforme escrevi no meu post de 6 meses, acho importante ter uma conta em um dos Big Five aqui (BMO, CIBC, RBC, Scotia ou TD), que são bancos que têm em toda esquina, recebem transferência via email (outro dia precisei depositar na minha conta do CIBC uma transferência que fizeram pra Cindy do blog De Mala e Cuia pra Toronto, pois ela só tem HSBC e o HSBC não recebe) e possuem mais produtos de varejo do que o HSBC, que é um banco relativamente pequeno aqui.  E eu também acredito em ter mais de um banco (sempre tive no Brasil) pois se um não resolver o seu problema o outro resolve.

Se você vai manter ou não a conta no HSBC a longo prazo fica a critério de cada um, mas quem puder ter a conta HSBC Premier só tem a ganhar, principalmente no primeiro ano de Canadá. 

terça-feira, 17 de abril de 2012

O mortgage – Fixed, Variable,Open, Closed, HSBC, CIBC, RBC...

Olá leitores, mais um post da série “Imóveis”

Depois da primeira tentativa frustrada de comprar uma casa (vide post), decidimos aprofundar um pouco mais a pesquisa por mortgages para estarmos preparados para a próxima casa.

No final de janeiro, os bancos canadenses começaram a oferecer taxas historicamente baixas de juros.  Foi bem difícil entender como funcionam os mortgages aqui, vou tentar passar uma versão “vapt-vupt” pra quem estiver lendo poder começar a busca.

Aqui quando você faz um financiamento imobiliário (seja ele por 10, 20, 30 anos), na verdade esse prazo é o prazo da amortização – o prazo do seu contrato com o banco (lender) é de 6 meses, 1 ano, 5 anos, 10 anos, depende do que for decidido entre as partes.  Depois desse prazo, você está livre pra procurar outro lender e negociar um novo contrato.  Lembrando que, claro, o objetivo do banco é ganhar o máximo de dinheiro possível com o seu mortgage.  Nos principais bancos, você pode escolher dentre as seguintes versões:

- Fixed – a taxa de juros é fixa durante todo o tempo do contrato, ou seja, se a economia melhorar ou piorar, você não é afetado.  Como aqui quem assume o risco do mercado financeiro é o banco, normalmente os juros são um pouco maiores (e a regra geral é, quanto maior o prazo do contrato, maior a taxa de juros).

ou

- Variable – como o próprio nome diz, a taxa de juros é variável.  Aqui a regra geral é prime (que é a taxa de juros do governo) – x%.  Por exemplo, o HSBC estava com uma promoção em que a taxa variável era 2.25%, sendo que o prime atualmente é 3% (ou seja, prime -0.75).  Se o banco central canadense aumentar a taxa de juros pra 3.5%, o seu mortgage vai pra 2.75%.  Aqui quem assume o risco é você, por isso a taxa é normalmente menor que no fixed.

- Closed – essa é a opção pra quem não pretende liquidar o financiamento durante o período do contrato (imagino que é o caso da maioria que está  lendo esse post).  Dessa maneira, o banco “garante” que vai ganhar dinheiro com o seu mortgage.  Se você quiser pagar antes, normalmente há uma multa.

ou

- Open –  Se você pretende pagar o seu mortgage rapidamente, essa é a opção pra você.  Os juros aqui são mais altos que do closed, já que o banco precisa ganhar o máximo possível em pouco tempo.

Como exemplo, segue a tabela de hoje para clientes Premier do HSBC


Depois de tentar entender tudo isso, decidimos aproveitar as taxas de juros promocionais, Fixed Closed por 2.99%. 

No dia que tentamos comprar a casa no bidding war, precisávamos ter o mortage pré-aprovado, então a Priscilla (nossa realtor) entrou em contato com uma mortgage broker.  O mortgage broker é como se fosse um corretor de seguros no Brasil, só que de mortgages.  Eles têm acesso à vários lenders (não só os principais bancos) e com isso podem ter chances de conseguir uma taxa melhor.  O problema aqui foi, pelo fato de sermos novos no país e não sermos residentes permanentes (estamos ainda com o work permit), a melhor taxa que conseguiram pra gente era 4.5% dando 15% de entrada, ou seja, muito mais do que os 2.99%

-> Parênteses aqui pro valor da entrada: acho que todo mundo aqui já ouviu falar que no Canadá dá pra comprar uma casa com 5% de entrada.  Isso é verdade, mas se a sua entrada for entre 5% e 19.9% do valor, o banco precisa mandar sua papelada para o CHMC (Canada Housing and Mortgage Corporation), que vai ter que aprovar o seu pedido (e ter certeza que você não é um cliente "sub-prime" ou algo do gênero) e você vai precisar pagar um seguro, que vai ser diluído nas suas parcelas

Com a notícia da taxa de 4.5%, pensamos em desistir da idéia, muito p. da vida por estarmos sendo penalizados por não sermos residentes permanentes (afinal, o que tem o xxx a ver com as calças?).  Aí a super Priscilla entrou em contato com o super Charles do RBC - que foi super criativo pra conseguir o financiamento pra gente.  Pra resumir a história: como a renda do marido ainda vem do Brasil, ele falou que isso não iria "passar" no CHMC - ou seja, entrada com menos de 20%, nada feito.  O que o Charles conseguiu pra gente foi: dando 20% de entrada, o banco iria usar oficialmente a minha renda canadense mais a renda do marido no Brasil.  O banco não é bobo nem nada, tivemos que mandar o IR do Brasil e eles verificaram toda a renda de lá, mas foi tudo feito pelo banco, sem passar pelo CHMC e, voilá, conseguimos o financiamento.  4 anos Fixed Closed a 2.99%.

Com esse pássaro na mão, resolvemos pesquisar um pouco mais pra ver se conseguíamos melhorar essa taxa nos bancos que temos conta.  O resultado:

- CIBC: depois de muito demorar pra conseguir que alguém do banco ligasse de volta pra gente, falaram que não conseguiam melhorar os 2.99% que já tínhamos do RBC.  Nessas horas, até que é boa essa cultura canadense de não querer cobrir a oferta do outro, menos gasto de tempo e energia de nossa parte.

- HSBC: decepção total.  Conhecemos outros brasileiros aqui no Canadá que conseguiram taxas muito boas com o HSBC.  O problema não foi esse, o problema foi que, depois de demorar váááários dias pra entrar em contato conosco e pedir a papelada (montes), mais alguns dias de espera, o fofo pediu que toda a documentação do Brasil tivesse tradução juramentada!  O quê???  Meu marido surtou!  A %$#@% do banco não é global etc etc?  Não tem um ser nesse banco que fale português?  Até concordaria em fazer a tradução (que custa um belo $), mas só depois de o HSBC desse o financiamento pra gente (afinal, eu já tinha garantido no RBC sem tradução nenhuma).  Bom, a "solução" nossa foi mandar um email pro Ombudsman (coisa que eu já tinha precisado fazer no Brasil) e no dia seguinte ligou um monte de gente aqui em casa do HSBC.  No fim, paramos de ligar com o gerentezinho de meia tigela (da agência Yorkville, a quem interessar possa), pra lidar diretamente com o pessoal que cuida as contas internacionais em BC.  O atendimento melhorou muito, mas continuou "lentium".  Nossa esperança era que, como cliente Premier conseguissemos uma taxa melhor mas, como todos os bancos estavam com taxas especiais,  o único benefício do HSBC pra gente seria conseguir 5 anos ao invés dos 4 anos do RBC pelos mesmos 2.99%.  Ou seja, teríamos que enviar toda a papelada etc etc, só pra essa diferença.  Já cansados do processo todo e decepcionados como antedimento do HSBC (e muito impressionados com o atendimento do RBC), decidimos ficar com o RBC mesmo.




Próximo capítulo: a casa!

sexta-feira, 9 de março de 2012

A primeira "bidding war" a gente nunca esquece! Comprando casa em Toronto

Mais uma da série Imóveis!


Na minha vida de família meio nômade, meus pais compraram e venderam muitas casas no Brasil e é sempre aquela história "pede 270 pra fechar por 250".  Graças ao meu canal de TV favorito HGTV, eu aprendi cedo o que é uma bidding war, o que nos ajudou a saber o que esperar quando passamos por isso.

Vários bairros de Toronto (e do Canadá) não têm oferta suficiente de imóveis pra tanta demanda.  Com os juros baixos, crescimento da imigração etc a demanda por imóveis só tem subido, principalmente num patamar de preço um pouco menor e para casas novas/reformadas.  Os donos de imóveis e seus corretores sabem disso e acabam gerando as famosas bidding wars, que nada mais são que leilões de envelope fechado pra ver quem dá mais num imóvel.

Nós estávamos há meses olhando bairros, opções, mortgages etc etc pois, assistindo esse programas de TV (recomendo o Property Virgins no canal HGTV e o Property Brothers do W) comecei a perceber que aqui não dá tempo de pensar não - viu o imóvel que quer tem que decidir na hora, estar bem informado sobre a vizinhança e fazer a proposta o quanto antes, sob o risco de perder o negócio pra outro.

Numa de nossas andanças por open houses (veja post anterior) achamos um imóvel que gostamos, numa localização excelente e que estava no budget.  Virei pro meu marido e falei: é isso!  Foi o primeiro lugar que vimos, gostamos e conseguiamos nos ver morando lá depois de ver provavelmente mais de 100 open houses nos últimos meses.  O problema é que ainda não tínhamos conseguido fechar o valor e taxa de mortgage com o banco (tínhamos ido ao HSBC aquele dia e o gerente não estava).  Chegamos em casa e ligamos pra super Priscilla (a mesma realtor que nos ajudou a alugar o apê que moramos) perguntando a opinião dela sobre o valor, localização etc etc.  Isso foi sábado à noite, domingo de manhã voltamos no imóvel com a Priscilla pra ver de novo pra decidir se íamos em frente ou não.

Decidimos que íamos fazer uma oferta e aí começou a correria: financiamento (só conseguimos graças à Priscilla - nota zero pro HSBC aqui), advogado, home inspection...  Isso porque ganha bidding war não só quem dá mais, mas também que põe menos "conditions" - o dono do imóvel não quer vender pra quem pode dar pra trás.  A corretora que estava vendendo marcou para 3a de noite a apresentação das propostas, 3a de manhã a Priscilla conseguiu o financiamento e o ok do advogado quanto à papelada, 3a de tarde fizemos a home inspection que acabou justo na hora das ofertas.  Fomos pro Starbucks e estávamos nos sentindo igualzinho ao pessoal dos reality shows, parecia que ia entrar um cameraman pra filmar nossa reação.  Decidimos com a Priscilla o valor da oferta (nessa hora sabíamos que havia outras 2 ofertas) e fomos em frente com um valor bem agressivo.

Ficamos esperando um tempão com o coração na mão, pois descobrimos que havia mais 7 ofertas!  A Priscilla ficou conosco enquanto os outros corretores apresentavam as suas quando toca o celular dela.  Era a corretora da venda falando que estava entre nós e uma outra oferta, perguntando se não podíamos melhorar o número.  Eu já tinha imaginado isso (tinha visto na TV!!!), então fomos pro tudo ou nada - o que a Sandra do Property Virgins sempre fala é que você tem que ficar tranquilo com o valor ganhando ou perdendo, ou seja, não achar que pagou demais nem achar que poderia ter dado mais um pouco.

5 minutos depois toca o celular da Priscilla - perdemos!  Quê??????  Nossa oferta foi 40 mil dólares acima do preço que eles estavam pedindo e perdemos!!!  Sim caros leitores, essa é a realidade das bidding wars (e dos compradores desesperados que pagam o que for só pra acabar com essa palhaçada e poderem se mudar de uma vez).  Hoje mesmo vi na TV que uma casa foi vendida por 432 mil dólares acima do preço inicial - socorro!

Depois de toda a descarga de adrenalina, voltamos pra casa $350 mais pobres (por conta da home inspection que pagamos!) e sem casa!  Mas com o aprendizado de tentar a todo custo evitar uma bidding war, mas que isso nem sempre é possível.  Ah, depois descobrimos que perdemos por conta de 1.900 dólares (it wasn't meant to be!).

Pra saber se uma casa vai entrar ou não em bidding war, normalmente é quando o preço é muito bom pra ser verdade (o famoso quando a esmola é muita o santo desconfia) e quando no listing o corretor coloca que vai aceitar ofertas dia tal hora tal.  Normalmente eles fazem um open-house no final de semana e recebem ofertas numa 3a feira pra dar tempo do pessoal organizar financiamento etc.  O seu corretor consegue confirmar pra você se eles vão estar "holding off" offers ou não.

Pra quem tiver curiosidade, sugiro procurar os seguintes termos no Google:
- Bidding war
- Bully offer
- Multiple offers
- Holding off offers

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Só no Brasil - as várias taxas do dólar

Quem sugeriu esse post foi o meu pai!

Estamos transferindo umas economias do Brasil pra cá aproveitando que o dólar deu uma baixada esses dias.  Quando temos $ pra transferir, utilizamos o Global View do HSBC, que faz online e pelo dólar comercial.  O problema é que o HSBC tem um limite mensal e queríamos passar um valor a mais - aí começa a saga!

- Opção 1 - fazer o câmbio pelo HSBC.  Nós deixamos procurações com nossos parentes no Brasil para transações bancárias incluindo câmbio.  Problema - os bancos pedem procurações atualizadas (menos de 3 meses).  Ou seja, minha mãe, que mora em Santos, teria que pegar uma via atualizada da minha procuração que fiz em São Paulo.  Aí essa procuração é enviada para o banco, que analisa em 5 dias (parece) e depois autoriza.  Numa dessas, a taxa do dólar sobe.

- Opção 2 - eu passo o $ pra conta dos meus pais e eles fazem o câmbio pra mim.  Felizmente não existe mais a CPMF pra complicar ainda mais as coisas.

Decisão óbvia - opção 2!  Meus pais também têm conta no HSBC e minha mãe agora se aposentou então está com tempo pra correr atrás de burocracias pra mim.  Transferi o $$ pra conta deles pela internet e lá foi minha mãe pro banco.  Chegando lá, surpresa!  A taxa do dólar para transferências assim seria de $1,81 ao invés do $1,72 da taxa do comercial!  A gerente avisa que é pelo dólar turismo, e não comercial.

Como assim???  Transferindo pela internet é pelo dólar comercial, comprando pelo cartão de crédito é pelo dólar comercial e essa transferência é pelo turismo?  Descobri que isso não é decisão do banco, mas parece que do Banco Central.  Só no Brasil...

Aí tive um "a-ha moment" - e se eu sacar o dinheiro com o meu cartão de débito do Brasil?  Eu detesto gastar meu suado dinheirinho à toa (acho que todo mundo, né?).  Aí aparece a opção-tabajara 3:

- Opção-tabajara 3 - sacar 500 dólares por dia com o cartão de débito do Brasil e depositar na conta do Canadá.  Me lembrei que o HSBC não cobra taxa de saque do cartão de débito pra cliente Premier que sacar nos caixas nas agências HSBC.  Pedi pra minha mãe perguntar pra gerente dela qual taxa do dólar eles usavam pra isso e, surpresa, dólar comercial!

Decisão tabajara - opção 3!  Pode-se sacar 500 dólares por dia por cartão de débito (ou seja, por titular) sem tarifa.  Como eu trabalho perto de um HSBC, lá vou eu diariamente no caixa eletrônico sacar o dinheiro e depois depositar na conta!  O bom é que o limite vale também aos finais de semana.

A única surpresa não tão boa é que na hora que eu fiz as contas de quanto foi a taxa real do dólar tanto pelo Global View quanto pelo cartão de débito nenhuma delas era o do comercial exato e pelo cartão de débito foi um pouco a mais - mas mesmo assim, muito menos que o dólar turismo, que era a outra opção.

Mais uma vantagem do HSBC para contornar as regras brasileiras de emissão de dinheiro para o exterior - o Global View pra ir trazendo aos poucos e o cartão de débito para emergências-tabajara!

Nota: em cima de todos esses valores, ainda há o IOF de 0,38%!

segunda-feira, 14 de março de 2011

Avaliação do HSBC depois de 6 meses de Canadá

Conforme prometido (e depois de quase 7 meses de Canadá...)

Pra quem é novo aqui no blog, é só dar uma olhada nas palavras-chave que vai encontrar os posts anteriores sobre HSBC.  Nós decidimos abrir a conta Premier depois de ler relatos em vários blogs sobre a facilidade de transferência de fundos e o fato de já chegar no Canadá com conta, crédito etc.

Nós abrimos a conta há exatamente um ano, na agência do Shopping Cidade Jardim em São Paulo.  Como lá é shopping chique e a agência é apenas Premier, fomos suuuuper bem atendidos, tudo resolvido rapidamente etc etc.  Logo depois de aberta a conta no Brasil, abrimos a conta no Canadá através do IBC (International Banking Centre do banco) e nos enviaram via DHL nossos cheques e cartões de débito.  Quanto aos cartões de crédito, sabíamos que era necessário ter a conta no Brasil há no mínimo 6 meses para conseguir o cartão canadense, prazo que casou exato com a nossa chegada (foi tudo programadinho).  Um detalhe é que todas as contas abertas pelo IBC no Canadá ficam numa sede em Vancouver, não dá pra ter a conta em Toronto ou Montréal por exemplo - o que não é problema, pois eles têm o Premier Centre por telefone e em todas as agências clientes Premier são super bem atendidos, não tem aquela coisa de ter que ir na "sua" agência.

Ainda no Brasil, comecei a movimentar um pouco mais a conta, transferi meu PGBL pra lá, fizemos seguro de vida, pedi um cartão de crédito (nunca usei, mas pedi), tudo pra melhorar um pouco o relacionamento com o banco já que, afinal, eles usam no Canadá o seu histórico de crédito com o banco no Brasil pra determinar os seus limites aqui.  Transferimos também o dinheiro que íamos levar para o Canadá (inclusive usamos o extrato da conta canadense para comprovar fundos quando solicitamos o visto de estudante)

Chegando ao Canadá, fomos direto a uma agência aqui em Toronto para fazer a alteração de endereço e solicitar os cartões de crédito.  Fomos bem atendidos mas aí o negócio começou a pegar - o banco aqui está parado na idade da pedra (leia-se anos 80) e pra quase tudo era preciso enviar um fax (gente, recém-chegado não tem fax!) ou mandar pelo correio.  O que tivemos que fazer algumas vezes foi deixar os papéis na agência e pedir pra colocarem no malote pra Vancouver e pra receber alguns documentos também, pedíamos pra Vancouver enviar por fax pra agência e passávamos lá pra pegar, um sufoco.  Logo na sequência compramos um scanner e comecei a escanear e mandar os papéis por esses serviços de fax grátis via internet.

Com relação aos cartões de crédito, a primeira surpresa ruim.  Apesar de termos levado os papéis pessoalmente até a agência, depois de um mês nada dos dito-cujos.  Liguei lá e disseram que nunca tinham recebido nossa solicitação e que teríamos que mandar outra!  Fiquei PPPPPPP..... da vida, afinal, deu um mega trabalho levar a papelada pessoalmente lá e os caras fazem o favor de perder (por isso gosto de coisa eletrônica, mas enfim...).  Tivemos que preencher tudo de novo, se não me engano dessa vez mandei pelo fax "internético" e umas 2 semanas depois chegaram os cartões.  O interessante aqui é que os limites foram exatamente proporcionais aos limites dos cartões no Brasil - lá eu tinha um limite X vezes maior que o limite do meu marido, aqui também.  Essa de ter o cartão com limite mais alto é realmente uma mão na roda, não sei quanto à vocês, mas eu uso cartão de crédito para praticamente tudo pois sou viciada em milhas, pontos etc e prefiro me organizar pra pagar tudo de uma vez uma vez por mês do que ir usando débito.  Por essas e outras, fiquei super feliz de já te cara ter um cartão com limite bom e sem caução - para comprar passagem aérea por exemplo, quem tem um cartão com apenas $1000 de limite fica bem apertado.

Apesar de o banco ter relativamente poucas agências (afinal, não é o "Bradescão" daqui), quem é cliente Premier pode sacar dinheiro na máquina de qualquer banco que eles estornam a tarifa de $1.50 e todos os money orders são de graça (nessa brincadeira economizamos um monte, pois precisamos de money order pra pagar a tradução da carteira de motorista no consulado, pra pagar o meu seguro-saúde na universidade, pra comprar o carro... cada uma avulsa sai $6.50).  Outra coisa que descobri hoje na agência - fui depositar um cheque na minha conta e perguntei  pra moça quanto tempo demorava pro dinheiro entrar na conta (já tinham me falado em 5 dias) e a resposta dela foi "cliente Premier a gente passa na frente, hoje mesmo está disponível".  Dito e feito, cheguei do almoço, entrei na conta e lá estava o din-din.

Outra coisa que valeu MUITO à pena pra gente foi o line of credit que eles nos deram.  Assim que chegamos aqui, quando ainda estávamos na casa do meu tio uma das moças do Premier Centre perguntou se a gente queira o line of credit que eles estavam ofereendo - funciona como um limite de cheque especial mas com taxas mais baixas, no nosso caso 2% acima da taxa do governo (que atualmente é de 3%), dando um total de 5% de juros AO ANO!  Aceitamos na hora, tivemos que assinar uns papéis e mandar por fax (aff!) e, na hora de comprar o carro, foi esse crédito que utilizamos, pois não conseguimos taxa mais baixa do que essa em lugar nenhum.  Pelo que ouvi falar, eles oferecem ou não esse line of credit para os clientes quando chegam ao Canadá e o valor pode variar - no nosso caso, nos deram o máximo (que by the way é muito mais do que o nosso limite no Brasil).

A minha opinião é: se você puder abrir a conta Premier, abra!  Custa caro (R$53 de tarifa no Brasil por mês, aqui não paga a mais) mas ajuda e muito quem está chegando.  Além de tudo, você consegue enviar dinheiro do Brasil pro Canadá e vice-versa com uma super facilidade (pra nós isso é algo importantíssimo) e pagando taxa de câmbio comercial (vs. turismo se for comprar travellers ou dólar papel-moeda em casa de câmbio).  Depois que estiver estabelecido no Canadá e não quiser mais, é só fechar.

Dá pra chegar aqui sem conta nenhuma e abrir ao chegar?  Dá.  O Scotiabank por exemplo tem planos especiais pra imigrantes com tarifas baixas, mas aí você entra num produto com limite baixo de cartão de crédito e outras limitações.

Mesmo com a conta no HSBC nós decidimos abrir uma conta no CIBC aqui.  Depois de descobrirmos que o HSBC era super enroscado com financiamento de carro, descobrimos também que eles não fazem parte da Interac aqui (tipo a antiga Rede Shop) e quando alguém precisava depositar $ pra gente tinha que ir em uma das (poucas) agências daqui (os bancos que tem Interac dá pra fazer tudo pela internet como se fosse um DOC).  Confesso que a escolha pelo CIBC foi simples: eles nos davam 10.000 milhas na Air Canada pra abrir a conta e os cartões de crédito deles também dão muitas milhas!  Abrir a conta lá foi super fácil, fomos extremamente bem atendidos mas, por exemplo, não nos deram nenhum tipo de limite (nem cheque especial, nem line of credit nem nada) pois não somos residentes permanentes e o cartão de crédito veio com limite baixinho (apesar de eu ter renda pro cartão mais chique, eles me deram o basicão com limite baixo - o gerente falou pra eu solicitar outro daqui a alguns meses quando o crédito estiver melhor).  Como o CIBC faz parte dos Big Five (é o menorzinho dos Big Five, os outros são RBC, TD, Scotia e BMO) é um banco que oferece muito mais produtos para pessoa física, tem agência em todo lugar etc etc.

sábado, 1 de janeiro de 2011

Comprando carro no Canadá

É o sonho (norte) americano - um carro!

Apesar de Toronto ter um sistema de transporte público muito bom, o Canadá não é a Europa e carro é bastante importante.  Bye bye streetcar (e consequente espera por ele nas esquinas com o pés congelando a sei lá quantos graus abaixo de zero), hello car!

A principal consequência do meu novo emprego foi a necessidade de comprar um carro.  A empresa que vou trabalhar fica em Markham, cidade ao lado de Toronto e 27 km daqui de casa (meia hora pela highway).  Confesso que fiquei feliz, pois se eu tivesse conseguido um emprego em algum lugar com acesso por metrô não teríamos tido coragem de ter esse gasto agora, mas já estamos curtindo bastante.

Passo 1 - OK, recebida a oferta de emprego, primeira providência foi ligar no HSBC para ver quais taxas teríamos para comprar um carro e assim saber qual valor de veículo poderíamos dar uma olhada.  Surpresa: depois de muitas ligações descobri que o HSBC não tem mais financiamento de veículos!  Achei muito estranho e consegui falar com a gerente que tem nos atendido e ela disse que eles não têm financiamento de veículos, mas podem fazer um crédito pessoal para a pessoa comprar um carro.  Surpresa 2: a taxa de juros desse empréstimo pessoal é maior do que a nossa taxa de cheque especial (temos um limite muito bom aqui no Canadá por termos aberto a conta Premier ainda no Brasil).  Recomendação da gerente: compre o carro e pague com cheque especial!  Achei isso uma loucura, perguntei pra ela se não seria prejudicial para o meu crédito e ela disse que não.  Cheguei a pesquisar outros bancos mas a taxas para compra de veículos usados sempre era mais alta que a tal taxa do cheque especial e sabia que de qualquer maneira seria muito difícil conseguir ser aprovado pois estamos aqui há pouco tempo e o meu SIN number é temporário (pois estou agora com work permit e não residência permanente).  Várias lojas de veículos pequenas oferecem financiamento pra quem não tem crédito mas, de novo, as taxas de juros são altíssimas.

Passo 2 - sabendo que iríamos ter que usar nossas economias e o cheque especial pra comprar o carro, o passo 2 foi olhar os anúncios pra saber + ou - que tipo de carro poderíamos comprar levando em conta o dinheiro que tínhamos disponível.  Agora começa a diversão: existe algo como Tabela FIPE no Canadá?  Qual o "Webmotors" canadense pra olhar os carros?  Tem "Melhor Compra" da Revista 4 Rodas canadense?  Pois é meus amigos, o que era relativamente fácil no Brasil, você precisa reaprender quando imigra!  Respostas: não achei uma Tabela FIPE por aqui, achei uns valores chamados Black Book e Red Book mas pra você saber quanto vale o seu carro precisa pagar uma taxa pra acessar o tal do Red Book - li alguns artigos no jornal mencionando os valores de carros usados pelo tal do Red Book, mas cheguei à conclusão que não é uma referência óbvia como a querida Tabela FIPE.  O Webmotors canadense é um site chamado Autotrader.ca - mas que saudade do Webmotors, as opções de busca do Autotrader são bem limitadas comparado ao querido Web.  Outro bom site também é o Wheels.ca.  Não achei um equivalente ao Melhor Compra da 4 Rodas e nem descobri se existe uma revista similar à 4 Rodas (óbvio que existem revistas de carro por aí, mas não consegui encontrar nenhuma do mesmo porte e credibilidade) - tive que recorrer então aos reviews dos carros em artigos de jornais como o The Globe and Mail.

Passo 3 - pegar dicas de quem já comprou.  Liguei pro meu tio pra saber onde ele compra os carros dele e pegar dicas.  Ele falou pra gente se desapegar da história da kilometragem, pois aqui os carros são muito rodados, mas como as estradas são boas isso não é um problema.  Mandei um e-mail também pra Marden, dos blogs Conversa entre Penélopes e Imóvel no Canadá e ela foi suuuuper atenciosa, respondendo várias perguntas, dando dicas, indicando seguradoras etc etc.  Descobrimos que a média de kilometragem aqui é 20 a 25 mil km por ano e que carros com kilometragem mais baixa do que isso são bem mais caros, e mais alta do que isso são bem mais baratos.

Passo 4 - pegar uma estimativa de seguro.  Liguei pra corretora que faz o seguro do nosso apto e pedi uma cotação para 3 modelos diferentes de carros.  As cotações foram altíssimas (conforme eu imaginava) então pedi pra ela ver se a gente mudasse o modelo do carro se faria muita diferença - praticamente nenhuma.  Os principais "problemas" eram o fato de não termos histórico de carteira de motorista nem seguro de carro na América do Norte (não dá pra mudar isso) e de morarmos em downtown Toronto (também não dá pra mudar).  Ela só falou pra eu evitar de comprar Honda pois são os carros mais roubados aqui e consequentemente têm seguro mais caro.

Passo 5 - visitar as lojas de carro.  Tivemos que alugar um carro para ir comprar o carro!  A maioria das lojas de carro e concessionárias não estão em downtown (óbvio), então alugamos um carro da Enterprise por 9,99 por dia por 3 dias pra procurar carro, pois de transporte público não íamos dar conta.  Depois da rápida idéia de comprar um Jeep usado (super barato, mas chegamos em casa e lemos os reviews dizendo que não era uma boa), decidimos focar a busca no Toyota Matrix, que é um Corolla hatch com bastante espaço de porta-mala (não somos fãs de sedan).  Fomos a várias lojas pequenas olhar os Matrix usados e rapidamente aprendemos que carro semi-novo (1 ou 2 anos) no Canadá é muito provavelmente carro que foi de locadora - aqui as pessoas ficam bastante tempo com os carros então o normal são carros com no mínimo 3 ou 4 anos de uso.  Lá fui eu pra internet pesquisar se valia à pena ou não comprar antigo carro de locadora, muita gente fala que sim, muita gente fala que não, mas decidimos que não iríamos correr o risco.

Passo 6 - mais aprendizado.  Depois de 3 dias de visitas frustradas a lojas de carro, com vendedores empurrando carros de locadora sem falar que era de locadora (só descobri pois a chave reserva que estava no porta-luvas tinha o logo da locadora), carros com retoques na pintura tão toscos que até eu percebi, bancos sujos etc, decidimos que iríamos comprar em concessionária.  A Toyota oferece um programa chamado Toyota Certified, onde eles checam 129 itens dos carros usados e dão 1 ano de garantia de motor e câmbio.  Lá fomos nós numa concessionária Toyota, dispostos a pagar um pouco mais por comprar o carro em concessionária - já tínhamos finalmente sacado que também não existe almoço grátis e que os carros das lojas pequenas eram mais baratos por serem antigos de locadora e que teríamos que pegar um carro um pouco mais antigo pra caber no nosso orçamento.  Eles tinham 2 Matrix lá e finalmente fizemos um test drive no carro (as lojas pequenas não permitiram) - o 1o carro que testamos a direção estava vibrando que nem doida, o 2o estava OK.  O 2o tinha kilometragem mais alta que o primeiro e mesmo assim o cara da loja queria cobrar $500 a mais pelo carro (a justificativa dele é que o carro custou mais caro pra ele - e eu com isso?).  Aí ele veio com aquele papo de que iria consertar o outro carro mas, na boa, esse é irmão desse e achamos que era muito risco.  Aí vieram as surpresas: em cima do preço anunciado, eles cobram mais um monte de taxas extras - as famosas "hidden fees": pelo tal do Toyota Certified, queriam cobrar $690; depois mais $500 de sei lá o quê, $200 de outra coisa...  Quando começamos a tentar negociar o vendedor foi meio arrogante, dizendo que a gente tinha um problema pois a gente tinha um budget para comprar o carro - nada de querer ajudar o cliente, mostrar outras opções.  Saímos de lá p. da vida e decididos a pagar um pouco mais caro e comprar um carro zero pra não ter dor de cabeça.

Passo 7 - visitando concessionárias.  Já exaustos com tudo isso, lá fui eu então em concessionárias pra ver valor de carro zero.  Nessa já tínhamos devolvido o carro alugado, então fui nas concessionárias aqui perto de casa.  Os anúncios no jornal eram de taxas de juro super baixas (as vezes até 0%), pois dezembro é um mês bem devagar nesse mercado - fui tentar ver se alguém me dava crédito.  Primeiro fui na Toyota e mudei o discurso - falei que estava olhando Matrix usado e zero e que, se eles conseguissem uma boa taxa pra mim pra financiamento ou leasing, eu pegaria um zero.  O vendedor nem me mostrou o carro, só queria saber do valor da parcela, bem no estilo "quer pagar quanto?".  Ele me fez uma proposta indecente de um leasing dando $5.000 de entrada e 2 anos de prestação que no final eu pagaria um dinheirão e ainda teria que devolver o carro; já pra um Matrix usado me passou um preço mais ou menos à vista.  Lá fui eu na Hyundai (que depois descobri que era do mesmo dono da Toyota e de várias outras concessionárias em downtown) - cheguei com seguinte discurso: eu quero uma Tucson, mas não sei se posso pagar; outra que me interessa também é o Elantra perua.  Na hora o rapaz que me atendeu falou: te interessa uma Santa Fe?  Eles tinham acabado de receber uma Santa Fe 2007 usada que tinha entrado como parte de pagamento, o carro ainda estava sujo e sendo checado pelo mecânico.  Dei uma olhada de longe e falei "meu marido vai querer a Santa Fe", mas lá fui eu olhar o Elantra. O carro é muito bom, tem bastante espaço interno - a Hyundai no Canadá, como no Brasil, oferece mais por menos: mais conforto, tecnologia, garantia por menos que uma Toyota por exemplo.  Eles tinham um carro de demonstração (que eles usam pros test drives) e o vendedor me deu um excelente desconto (apesar de ter uma relativa kilometragem, as montadoras vendem os demos como zero e dão toda garantia).  Como em todas as outras lojas e concessionárias, eles tentaram me pressionar pra fechar na hora, mas voltei pra casa com calma pra discutir tudo com o marido.  Com relação a financiamento, o próprio gerente recomendou eu usar o meu limite do HSBC, pois eles não iriam conseguir uma taxa melhor pra mim.

Passo 8 - a decisão.  Chegando em casa, mostrei o folheto do Elantra pro meu marido e comentei da Santa Fe - ele na hora falou "ah, eu prefiro a Santa Fe".  A Santa Fe usada era beeem mais barata que o Elantra zero, além de ser um carro com muito mais conforto.  E também tem aquela coisa de brasileiro que jamais poderia ter esse carro no Brasil (sem contar o custo da blindagem, rs rs rs).  No dia seguinte liguei de manhã na concessionária e avisei que iríamos mais tarde e gostaríamos de fazer um test drive na Santa Fe.  Chegando lá o carro já estava pronto, esperando a gente.  O marido não precisou de 2 minutos pra decidir que era esse carro mesmo - super estável, confortável e com todos os opcionais (inclusive aquecimento nos bancos, que o meu marido carinhosamente apelidou de "butt warmer").  Decidido, começou a negociação - não foi fácil, ficamos lá quase 2 horas, mas meu marido conseguiu baixar $500 do preço inicial que eles estavam pedindo.  Aqui não existe cobrança de despachante - a loja providenciou o licenciamento, emplacamento etc como cortesia, cobrando o valor que o governo cobra mesmo.

Passo 9 - recebendo as chaves.  Nós demos uma entrada no cartão de crédito e o saldo pagamos apenas na hora de retirar o carro - fiquei impressionada!  Foi tudo muito rápido, nós fechamos o negócio na 4a, 6a de manhã mandei as infos do seguro (assunto pra outro post) e na 6a final da tarde pegamos o carro.  No dia seguinte, já pusemos o pé na estrada em direção aos States, onde passamos a semana do Natal.

Jojo adorou o carro novo!

Principais dicas pra quem está chegando e vai comprar um carro usado:
- Venha preparado com o dinheiro pra pagar à vista.  Financiamento existe sim, mas ser aprovado é difícil e as taxas de juro pra quem não tem histórico são altas.  Mesmo pra quem conseguir emprego, muitas financeiras não liberam o crédito pra quem está em período de experiência (que pode ser de até 6 meses) - a minha empresa concordou em me dar um employment letter sem mencionar que eu estarei no período de experiência (a headhunter negociou isso com eles), mas acabei não precisando.  Pra quem ainda não veio, tente abrir a conta no HSBC Premier e, quando chegar, aceite o limite de crédito de cheque especial (chamado de overdraft limit), pois pode ser muito útil.
- Exija sempre um relatório chamado CarProof - ele mostra onde o carro já foi licenciado (aqui em Ontario carro que já foi licenciado em Québec perde valor!) e, principalmente, se já houve registro de acidentes com o veículo.  Mas fique esperto: muitos acidentes pequenos não são reportados para as seguradoras e não vão para o CarProof!
- Pesquise muito o valor dos carros nos sites AutoTrader e Wheels.ca.  E lembre-se da máxima: quando a esmola é muita, o santo desconfia - desconfie mesmo, pois não existe almoço grátis.
- Fique atento pois muitas lojas falam que o veículo é off-lease (devolução de leasing) mas "esquecem" de mencionar que o tal leasing era de locadora - se o carro foi de locadora, o valor cobrado pela loja tem que ser menor que similares de usuários particulares.
- Não tenha medo de comprar carros com 100, 200 e até 300 mil km.  Óbvio que "you get what you pay for", mas como as estradas aqui são boas e as distâncias são grandes, carros às vezes com 300 mil km podem ser uma opção boa e barata pra quem está chegando.  O carro do meu tio está com 300 mil km e nunca deu dor de cabeça - ele pagou uns 3.000 dólares por ele.
- Se possível, pegue referências com conhecidos sobre lojas para comprar o carro.
- Fique esperto com as "hidden fees".  Outra coisa - a concessionária tentou empurrar pra gente uns 5.000 dólares de coisas extra, como garantia estendida, proteção contra ferrugem etc - como no Brasil, tudo que é comprado em concessionária é mais caro.  Se você tiver interesse em garantia estendida e coisas do gênero, pesquise antes se vale à pena e se existem outras alternativas no mercado.  Nós optamos por não comprar pois o valor era altíssimo e é apenas garantia, não cobre manutenção e desgaste natural.
- Nunca caia da conversa dos vendedores para fechar na hora.  Volte pra casa e pense com calma.  Quando voltar, negocie pois sempre tem um chorinho :-)

Happy driving!

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Transferências pelo HSBC - vale à pena?

Como muita gente se pergunta se vale à pena ou não abrir a conta no HSBC Premier antes de ir para o Canadá vou falar um pouco da nossa experiência com a conta no Canadá até agora.

A abertura foi tranquila, alguns dias após o envio dos documentos para a área internacional do banco recebemos um e-mail com o número da conta e alguns dias depois via DHL cartões, talões de cheque etc.  Nota 10.

Eu estava enrolando pra ligar lá e ativar o internet banking e com algumas dúvidas, até que um dia uma das gerentes da conta (lá você não tem 1 gerente, é um grupo de gerentes que te atende) me ligou aqui em casa para dar as boas vindas e tirar eventuais dúvidas.  Aproveitei e fiquei meia hora no telefone com ela, que tirou as dúvidas que eu tinha.  Nota 10.

Ligamos (a cobrar) para o telefone que eles dão para desbloquear a senha da internet.  Tudo fácil e rápido.  Nota 10 também (muito mais fácil cadastrar o internet banking lá do que aqui, acabei precisando ir na agência aqui pra fazer funcionar).

Com tudo funcionando e as contas conectadas, começamos a fazer as transferências diárias dos valores, dentro do limite gratuito que eles dão.  Começamos na 6a passada e temos feito ao longo dos dias.  O mais incrível é que o dólar (americano) começou a subir e eu comecei a me desesperar (foi de R$1,74 semana passada pra R$1,84 essa semana) - mas o impressionante é que a taxa de câmbio para o dólar canadense para transferências no HSBC continuou praticamente igual.  Vai entender.

Todas as transferências feitas apareceram no dia seguinte na conta canadense, algumas até no mesmo dia algumas horas depois.  Já vi gente falando de ter demorado alguns dias, no nosso caso foi rapidinho.  Nota 10 também.

Por enquanto, temos tido boas experiências com a conta aberta no Canadá.  Recomendo muito esse método para enviar dinheiro para o Canadá pois, além da praticidade e segurança, paga-se também o dólar comercial.  Só como exemplo, entrei na Cotação hoje (agência de câmbio que muita gente usa para comprar papel moeda e traveller's checks em dólar canadense) e o valor para venda de traveller's hoje é R$1,92 por dólar, sendo que a taxa do HSBC foi de R$1,74 por dólar, quase 10% de diferença (considerando que um imigrante leva alguns milhares de dólares, está mais do que valendo à pena).

Fica a dica.

Atualizando seguindo sugestão do leitor: o limite para transferência entre contas sem tarifa é de US$ 2,950 por dia e US$ 15,000 por mês calendário.  A tarifa cobrada é apenas a tarifa normal da conta Premier no Brasil, de R$44,00 por mês.  Vale muito à pena pra quem vai continuar recebendo dinheiro no Brasil (aluguel, por exemplo) ou precisa mandar pra cá periodicamente, pois é tudo muito rápido e prático, feito pela internet.

Só a título de exemplo, o Itaú cobra R$105,00 por transferência internacional e o Real US$30,00 - o que não deixa de ser uma alternativa pra quem não tem a conta Premier do HSBC - deixar uma procuração com alguém e assim que abrir conta no Canadá transferir o dinheiro pelo câmbio oficial.

sábado, 17 de abril de 2010

Welcome kit e mudanças no HSBC Premier



Oi pessoal,

Desculpem a demora, mas gosto de estar com tempo pra postar tudo com calma, então às vezes esse tempo demora para aparecer, rs rs rs.

Semana passada recebemos nosso Welcome Kit do HSBC Canada. Veio um pacote DHL com os talões de cheques e cartões de débito (olhem que bonitinhos os talões na foto) e outro pacote DHL chegou com as senhas. Sinceramente, ainda não tive tempo para sentar com calma, ligar no Hotline de lá (tenhou mas dúvidas com relação a uns pagamentos que recebo que já quero passar pra essa conta) e usar o Global View do internet banking. Quem sabe essa semana consigo.

Não recebemos cartões de crédito. Eles nos avisaram que, para termos cartão de crédito no Canadá, tínhamos que ter a conta no banco no Brasil há no mínimo 6 meses. Portanto, abrimos a conta no momento certo, 6 meses antes de irmos pra lá, que vai dar o tempo justo. Outra coisa é que eles dizem que não entregam cartão de crédito para endereços fora do Canadá - já vi em alguns blogs pessoas dizendo que receberam aqui. Por via das dúvidas, dei uma de "migué" e pedi o cartão dando o endereço de entrega de nossos amigos no Canadá. Se chegar aviso.

Uma coisa importante que aconteceu na semana passada foi a mudança na renda mínima para ser cliente Premier. O HSBC lançou uma nova modalidade de conta, chamada HSBC Advance - que fica entre o normal e o Premier, para clientes com renda mensal entre R$3.500 e R$7.000. Cliente Premier agora só com renda acima de R$7.000 (antes era R$5.000) ou investimentos acima de R$50.000. É a máxima do "não deixe pra amanhã o que você pode fazer hoje", já que as regras podem mudar sem aviso prévio.

As dicas que eu dou: o fato de a pessoa ter a renda, não significa que eles vão abrir a conta. Meu marido tinha renda comprovada por IR maior e eles me ligaram dizendo que ele não havia sido aprovado como titular. Aí eles disseram que eu tinha sido aprovada (isso que no meu IR do ano passado não tinha conseguido comprovar o valor, já que fiquei alguns meses sem trabalhar). Quando perguntei porque, descobri que é pelo fato de eu ser titular de uma conta no Itaú Personnalité e de uma conta Van Gogh no Banco Real. Eles me disseram que clientes que são Personnalité, Van Gogh etc etc em outros bancos são "pré-aprovados" para ser Premier (do tipo, se o outro banco acredita nele eu também vou acreditar). Eles só abriram a conta com o meu marido como titular quando eu mandei pra eles uma cópia da folha de cheque do Personnalité mostrando que ele era o co-titular da conta. Isso foi o que o pessoal da minha agência falou, mas lembrem que essas análises de banco a gente nunca tem como saber o resultado.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Conta no HSBC no Brasil aberta!

Hoje minha gerente me ligou dizendo que minha conta foi aberta e que deu tudo certo em colocar o meu marido como titular. Menos mal.

Nos próximos dias receberemos cheques, cartões etc e provavelmente na próxima semana já teremos alguma notícia de nossa conta no Canadá.

Uma pendência a menos!

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

HSBC

Bom, esse tema é recorrente em vários blogs de imigração: onde abrir conta no banco, se vala à pena o HSBC etc. Um dos primeiros blogs que vi falando disso foi o da Renata do Icebloggus, principalmente por causa desse post.

Mandei um e-mail pra ela que foi muito fofa explicando como eles tinham feito a abertura da conta e depois conseguido comprar a casa graças ao HSBC!

A partir disso, comecei a ver o tema em vários e vários blogs e tomamos a decisão: abrir uma conta Premier antes de sair do Brasil. Decidimos também que meu marido seria o titular. Os principais motivos foram:
- ter cartão de crédito sem "caução" logo na chegada ao Canadá
- ter folhas de cheque rapidamente no caso de precisarmos para alugar o apê
- como meu marido não vai trabalhar, vai estudar, é uma forma de ele conseguir montar o histórico de crédito dele e conseguir limites maiores
- transferência entre contas de mesma titularidade sem custo - esse foi o principal motivo. Meu marido vai continuar recebendo da empresa dele mesmo estando no Canadá, e as tarifas são caríssimas (eu pago no Real US$30 por transferência, no Itaú são R$110,00)

Decidido tudo isso, fomos ao HSBC na 4a feira de cinzas pra abrir a conta. Decidimos ir na agência do Shopping Cidade Jardim em SP que, pra quem não conhece, é um shopping chiquetérrimo! Decidimos ir lá pois sabíamos que provavelmente seria o melhor atendimento possível, a agência inclusive é apenas Premier. Chegamos lá e a moça que nos atendeu já levou pra sala da gerente, com vidros à prova de som inclusive. A gerente estava almoçando, mas a assistente nos atendeu não bem que ficamos super impressionados. Eu já tinha levado todos os documentos e já assinamos a papelada toda.

No dia seguinte eles me ligaram dizendo que a renda do meu marido não tinha chegado no mínimo (estranho, pois o IR dele consta mais do que o mínimo que eles pedem por mês). Aí ela me disse que eles fazem umas contas malucas lá, enfim. Mas que eu já tinha sido aprovada! Detalhe, no IR que eu entreguei minha renda tinha sido muito menor que a do meu marido! Mas depois descobri o pulo do gato: eu sou titular de uma conta que temos conjunta do Itaú Personnalité (ainda resquício do antigo BankBoston) e aparentemnte quem é Personnalité já é meio que pré-aprovado no Premier. Enfim, falei pra ela que queria que ele fosse o titular e precisei mandar uma cópia (no caso, tirei uma foto, já que não tenho scanner) de uma folha de cheque onde prova que ele é co-titular.

Ainda não recebemos nada da conta, mas como ela não me ligou mais acho que está tudo certo. Já escolhi a agência que quero em Toronto (perto da casa dos nossos amigos em Yorkville). Como estarei lá em março, de repente já pego tudo na agência e já conheço a gerente.

Cenas dos próximos capítulos em breve!