domingo, 19 de fevereiro de 2012

Por onde começar a procura de um imóvel para comprar

Olá pessoal,

Feliz long weekend para todos, estejam vocês no Brasil ou no Canadá!

Uma vez eu li que o sonho de todo imigrante é virar cidadão - no nosso caso, antes disso é o famoso sonho da casa própria!  Coisa praticamente impossível (ou pelo menos muito cara) na nossa pátria amada dos juros mais altos do mundo, mas bastante acessível na América do Norte (felizmente!).

Todo mundo já está cansado de saber do histórico de crédito, que tem que pagar tudo em dia etc etc, certo?  Mas e aí, como começar a procurar imóveis numa cidade que mal conhecemos?  Abaixo my 2 cents:

- Comece a pesquisar os bairros: quando chegamos de mala, cuia, cachorro etc, vamos parar em algum bairro X por conta da proximidade do metrô etc etc.  Isso não quer dizer que é o melhor bairro pra você e sua família.  Sugiro não apenas passear por outros bairros, mas também dar uma olhada em sites como o Realosophy: http://www.realosophy.com/NeighbourhoodList.aspx, que possui vários dados sobre cada bairro de Toronto como renda média, escolas etc.

- Comece a pesquisar quanto custa morar nos bairros que você gostou: tudo que é bom custa caro.  Mas sempre tem um jeito e o melhor é começar a fuçar o site Realtor.ca, também conhecido como MLS.  Lá você vai ver as casas disponíveis, fotos, preços, metragem...

- Comece a visitar open-houses: isso é uma maravilha!  Quem não vê as plaquinhas de open house nos finais de semana?  A open house é um plantão do corretor em casas que estão à venda - diferente do Brasil, onde isso só existe pra lançamento, aqui casas de revenda também tem plantão.  Normalmente são aos sábados e/ou domingos das 2 às 4 da tarde.  Passeando pelos bairros, vá entrando nas open houses - os corretores estão acostumados a ter curiosos, o máximo que eles pedem é pra colocar o seu nome numa lista.  Não precisa esperar ter o crédito não - a busca pode demorar vários meses e toda open house é um aprendizado.  Nós começamos a entrar em open houses em bairros e até cidades diferentes (Richmond Hill, Whitby, Aurora...) pra ver o que o dinheiro compra em cada lugar.

- Baixe o app do MLS: conforme a busca for ficando mais power, baixe o app do MLS pra você organizar suas visitas a open houses, ver o preço das casas nos diversos bairros etc.  É bárbaro, você vê uma placa de vende-se na rua, entra no app e já vê o preço, foto etc


- Peça um pre-approval do mortgage no banco: quando você tiver aquele dinheirinho pra entrada, salário entrando, pelo menos um ano de histórico de crédito e quiser sair do aluguel, está na hora de falar com o banco ou um mortgage broker (funciona como um corretor de seguros, que pesquisa em vários lugares) pra ver quanto você pode emprestar, o valor das prestações, entrada etc pra saber o valor do imóvel que você pode comprar.  O seu realtor pode indicar um mortgage broker.

- Contrate um realtor: o realtor é de graça pra quem compra, quem vende é que paga a comissão.  Quando você tiver pronto pra comprar, contrate um realtor - o melhor aqui é ter indicação de algum conhecido ou usar alguém que trabalhe no bairro do seu interesse (muitos realtors são especializados por bairros).  Ou num desses open houses você pode encontrar um realtor que goste muito.  O ideal é que o seu realtor não seja o mesmo que está vendendo a casa, apesar de isso ser possível.

- Assista muitos programas de TV: a TV canadense está cheia de programas de real estate.  Os meus preferidos são (acho que até já comentei aqui):
-Property Virgins - passa na HGTV e grande parte dos programas são em Toronto.  É importante olhar a data quando passar os créditos, pois o valor dos imóveis varia demais.  É legal pra conhecer os bairros, ver as casas oferecidas nas várias faixas de preço e acompanhar as negociações dos imóveis (ver as estratégias da realtor, como funciona um bidding war etc)
- Love it or list it - passa na W.  O programa está no ar há bastante tempo então tem vários repetidos durante o dia.  Eu vou gravando e assistindo.  São todos em Toronto e você vê tanto uma reforma quanto a busca por um novo imóvel.  O problema aqui é que eles não falam exatamente o bairro.
- Property Brothers - meu mais novo favorito, também da W!  Irmãos gêmeos, um corretor e o outro contractor que ajudam casais a comprarem casas pra reformar.  Aqui você vê como tem tranqueira pra vender em TO (e como são caras!!!) e como pode ficar uma reforma.  Também não mostra os bairros, mas mostra o valor, as negociações e as reformas.

O porquê de tudo isso: o mercado imobiliário de Toronto continua aquecido.  Com os preços altos, imóveis considerados "affordable" e em boas condições são vendidos muito rápido, às vezes em poucas horas.  Não dá pra ficar pensando - você tem que ter feito sua lição de casa para, na hora que vir uma casa que gostou e está no budget, fazer a proposta rapidamente.

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Só no Brasil - as várias taxas do dólar

Quem sugeriu esse post foi o meu pai!

Estamos transferindo umas economias do Brasil pra cá aproveitando que o dólar deu uma baixada esses dias.  Quando temos $ pra transferir, utilizamos o Global View do HSBC, que faz online e pelo dólar comercial.  O problema é que o HSBC tem um limite mensal e queríamos passar um valor a mais - aí começa a saga!

- Opção 1 - fazer o câmbio pelo HSBC.  Nós deixamos procurações com nossos parentes no Brasil para transações bancárias incluindo câmbio.  Problema - os bancos pedem procurações atualizadas (menos de 3 meses).  Ou seja, minha mãe, que mora em Santos, teria que pegar uma via atualizada da minha procuração que fiz em São Paulo.  Aí essa procuração é enviada para o banco, que analisa em 5 dias (parece) e depois autoriza.  Numa dessas, a taxa do dólar sobe.

- Opção 2 - eu passo o $ pra conta dos meus pais e eles fazem o câmbio pra mim.  Felizmente não existe mais a CPMF pra complicar ainda mais as coisas.

Decisão óbvia - opção 2!  Meus pais também têm conta no HSBC e minha mãe agora se aposentou então está com tempo pra correr atrás de burocracias pra mim.  Transferi o $$ pra conta deles pela internet e lá foi minha mãe pro banco.  Chegando lá, surpresa!  A taxa do dólar para transferências assim seria de $1,81 ao invés do $1,72 da taxa do comercial!  A gerente avisa que é pelo dólar turismo, e não comercial.

Como assim???  Transferindo pela internet é pelo dólar comercial, comprando pelo cartão de crédito é pelo dólar comercial e essa transferência é pelo turismo?  Descobri que isso não é decisão do banco, mas parece que do Banco Central.  Só no Brasil...

Aí tive um "a-ha moment" - e se eu sacar o dinheiro com o meu cartão de débito do Brasil?  Eu detesto gastar meu suado dinheirinho à toa (acho que todo mundo, né?).  Aí aparece a opção-tabajara 3:

- Opção-tabajara 3 - sacar 500 dólares por dia com o cartão de débito do Brasil e depositar na conta do Canadá.  Me lembrei que o HSBC não cobra taxa de saque do cartão de débito pra cliente Premier que sacar nos caixas nas agências HSBC.  Pedi pra minha mãe perguntar pra gerente dela qual taxa do dólar eles usavam pra isso e, surpresa, dólar comercial!

Decisão tabajara - opção 3!  Pode-se sacar 500 dólares por dia por cartão de débito (ou seja, por titular) sem tarifa.  Como eu trabalho perto de um HSBC, lá vou eu diariamente no caixa eletrônico sacar o dinheiro e depois depositar na conta!  O bom é que o limite vale também aos finais de semana.

A única surpresa não tão boa é que na hora que eu fiz as contas de quanto foi a taxa real do dólar tanto pelo Global View quanto pelo cartão de débito nenhuma delas era o do comercial exato e pelo cartão de débito foi um pouco a mais - mas mesmo assim, muito menos que o dólar turismo, que era a outra opção.

Mais uma vantagem do HSBC para contornar as regras brasileiras de emissão de dinheiro para o exterior - o Global View pra ir trazendo aos poucos e o cartão de débito para emergências-tabajara!

Nota: em cima de todos esses valores, ainda há o IOF de 0,38%!

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Só no Canadá VI - para compensar por greve, passageiros terão ônibus grátis por 2 meses!

Deu no OiToronto! http://www.oitoronto.ca/19983/passageiros-do-onibus-yrtviva-poderao-usar-o-servico-de-graca-por-dois-meses/

Depois de 3 meses de greve (só no Canadá mesmo!), para compensar os passageiros pelos transtornos, a passagem será grátis por 2 meses no sistema de ônibus da York Region, que fica ao norte de Toronto.  Inicialmente seria 1 mês grátis, mas em consideração aos passageiros a empresa vai dar 2!

Greve de ônibus tem em todo lugar, mas passagem grátis por 2 meses como pedido de desculpas, só no Canadá!

domingo, 29 de janeiro de 2012

Novo template do blog

Oi pessoal,

Valeu a tentative de ajudar, mas o meu template era de um site chamado FinalSense e cansei de tentar arrumar - migrei para o template do Blogger mesmo.

Pelo menos agora a foto do background é de minha autoria, tirada em Toronto Islands!

Espero que gostem!

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Ajuda dos universitários - alguém sabe como arrumar o template do meu blog??

Comunidade blogueira!

De uns tempos pra cá o template do meu blog "desconfigurou" - a foto de Toronto não está mais centralizada com os posts e fica bem ruim pra ler.

Baixei de novo o template lá no FinalSense e mesmo copiando novo o problema persiste.

Alguém sabe como (e se dá) pra arrumar?  Estou pensando em trocar de template já!

'Gradicida!

Placas curiosas na Queen St. East

Post leve para alegrar a sexta-feira!

Andamos sempre pela Queen St. East aqui em Toronto e, concidentemente, 3 nomes de empresas chamaram a minha atenção pelo o que seria o significado dos nomes em português.
No sentido oeste-leste:

1 – Mijo:  Empresa de pós-produção de cinema/TV.  O nome vem da junção de Michael e Joel, fundadores da empresa em 1978.  Pena que naquela época não havia Google!






2 – Florabunda: Uma floricultura de bairro que aparentemente tem arranjos bacanas.  Sempre dou uma risadinha quando passo em frente!





3 – Titika: maior fabricante de roupas de ginástica para mulheres do Canadá (de acordo com o site deles).  O nome veio de uma das donas olhando seu filho de 3 anos pulando pra cima e pra baixo e repetindo a palavra “titika”!


segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Avaliação da Copa Airlines

Olá leitores,

Depois de um hiato sem postar por conta das férias, chegou a hora do primeiro post do ano ainda em ritmo de férias - availação da Copa Airlines nos voos entre Toronto e Brasil.

Quase um ano atrás fiz esse post em primeira mão anunciando o novo voo da Copa para Toronto com conexão no Panamá.  Na época lembro do pessoal no grupo de e-mail perguntando "afinal essa cia é boa" etc etc, pois muita gente nunca havia nem ouvido falar nela.  O marido foi pro Brasil em julho pela Copa tranquilamente, mas agora foi a minha vez.

Prós:
- Preço:  Quando estávamos pesquisando a passagem mais ou menos em março para essa viagem do final do ano, todas as outras cias aéreas (incluindo as americanas, com escala e tudo), estavam com preços em torno de 2 mil dólares e a Copa saiu por pouco mais $1,100.

- Escala imediata no Panamá, sem visto: viajando pelas companhias americanas além da necessidade de visto americano, a escala nos EUA tem que ser de no mínimo 3 horas entre o BR e Canadá, pois é preciso passar pela imigração americana (em Toronto e vários outros aeroportos canadenses, a imigração americana é feita no próprio Canadá), além de vários dos aeroportos americanos serem enorrrrmes.  Já no Panamá, o aeroporto é pequeno e a Copa estrutura os horários para que as conexões sejam rápidas, além de não precisar passar por raio-x, imigração etc etc por lá.

- Voos para várias cidades do Brasil: a Copa voa do Panamá direto para Manaus, Belo Horizonte, Brasília, Rio de Janeiro e Porto Alegre além de São Paulo.

- Voos para várias cidades da América do Sul: na volta eu estava em Buenos Aires, então fiz o voo BsAs - Panamá, depois Panamá - Toronto.  O preço foi o mesmo se eu tivesse voltado de São Paulo e o trecho SP-BsAs fiz com milhas Smiles pela Gol

- A Copa faz parte da Star Alliance: isso sempre facilita conexões etc etc.  Por enquanto o programa de milhagem da Copa não está interligado ao Fidelidade TAM ou Aeroplan (estará a partir de abril, se não em engano), mas com a fusão da Continental com a United, as milhas ganhas no OnePass pela Copa podem ser transferidas para a United (sorte minha, pois já tenho milhas com eles).

Contras:
- Escala: qualquer voo que tenha escala na minha opinião é uma desvantagem.  Mas, com a diferença de preço vs. a Air Canada, paciência.  E se você é de qualquer outra cidade que não seja São Paulo, vai ter que fazer escala de qualquer maneira, então...

- Aeroporto da Cidade do Panamá: comparado com vários aeroportos Brasileiros até que é ok, mas comparado com os canadenses...  Exemplo: chegam 10 voos juntos, 120 passageiros cada um e o banheiro feminino só tem 4 cabininhas (sendo que uma está quebrada).  Ou seja, fila de 15 minutos no mínimo, não tem sabonete pra lavar a mão etc (papel tem, felizmente!).  Pelo menos há vááárias lojinhas de duty free pra passar o tempo se sua escala for maior.  E é bom avisar, abriram uma praça de alimentação nova num mezanino com vários fast foods legais, então não é preciso ficar apenas na base de sanduíche ruim.

- Horário dos voos: os voos para Toronto são diurnos - saem umas 8 da manhã e chegam 11:30 da noite (varia de acordo com o horário de verão).  Na ida para o Brasil, o problema é que se chega em SP ou 2 da manhã na conexão imediata, ou é preciso ficar 7 horas no aeroporto do Panamá pra chegar 7 da manhã.  Na volta para Toronto, a chegada às 11:30 da noite não é ruim se você já mora no Canadá, mas se estiver chegando pela primeira vez com 10 mil malas, pode ser bem confuso.

Com relação aos aviões, viajei em 737-800 com fileiras de 3 bancos de cada lado.  A distância do assento da frente até que é boa (muito maior que nos aviões da United, por exemplo), então viaja-se em relativo conforto.  Dos voos que eu peguei, em apenas um havia aquelas TVs individuais (nos outros 3 havia apenas aquelas telas no teto) - mas, economizando quase mil dólares na passagem, é só levar um livro e pronto.

O serviço de bordo é bem farto, a comida bem razoável com muitas opções de bebidas (inclusive alcoólicas).  Louve-se já que na minha viagem de volta a Copa foi responsável pelo meu café da manhã, almoço e jantar.

Resumo da ópera: se o preço for interessante, a Copa é uma boa opção, principalmente pra quem não tem visto americano.  Se a diferença de preço não for significativa, vale fazer uma bela avaliação do que está disponível, principalmente por conta dos horários dos voos.